Ombaka encena "O elevador"

Manuel Albano
10 de Setembro, 2016

Fotografia: Dombele Bernardo

O director do Colectivo de Artes Ombaka, da província de Benguela, disse, ontem, ao Jornal de Angola, ser importante incentivar o debate, bem como a produção de mais peças de teatro sobre como viver na diferença, em sociedades conservadoras.

Mileto Jonatão Chiambo explicou que um dos maiores problemas das sociedades “tradicionais” é aceitar o que está fora dos padrões, razão pela qual é proposta a peça “O elevador”, que o Colectivo Ombaka exibe hoje e amanhã, às 20h00, no Cine Momumental, em Benguela, no âmbito da sua digressão pelas províncias.
A peça narra a história de uma prostituta, um homossexual, um claustrofóbico, uma crente, um autista e um técnico de elevador, que partilham as suas experiências num único lugar: o elevador.
A peça, explica o responsável, é representada por sete actores e tem a duração de 45 minutos, nos quais cada personagem manifesta as suas inquietações e a falta de preparo para viver e aceitar as diferenças partidárias, sociais, culturais, religiosas e económicas.
Durante a “viagem” no elevador, há uma paragem súbita, gerando no sítio um conflito de gerações e um choque cultural entre o moderno e o tradicional, cuja discriminação torna-se o foco dos acontecimentos, disse Mileto Chiambo.
Assente em factos reais, a peça é uma tentativa de chamar-se atenção à importância do respeito mútuo, por ser possível alcançar-se um bom convívio com o outro diante das diversidades culturais e opções de vida.
Vencedor da primeira edição do Prémio Provincial de Benguela, na categoria de Teatro, em 2014, o Colectivo de Artes Ombaka quer um maior dinamismo e impulso do empresariado local, quanto às actividades ligadas às artes cénicas na terra das “acácias rubras”, em particular o teatro.
O Colectivo de Artes Ombaka foi formado no dia 5 de Março de 2005, em Benguela, e tem vários prémios conquistados em festivais de teatro, além de participação nos festivais do Cazenga, da Paz (Luanda), Mostra de Esquete Teatral no (Brasil), no Internacional de Teatro do Inverno de Moçambique, em 2014, Voz África e Efetikilo, ambos da província do Huambo.
O grupo dedica-se também à realização de espectáculos de dança na cidade de Benguela, sendo a conquista de um prémio nacional ou internacional de teatro um dos seus objectivos, por forma a consagrar a sua carreira e dar um outro prestígio às actividades desenvolvidas ao longo da sua existência.

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