Cultura

Peça “O Taxista e a Sogra” retrata o amor ao próximo

Manuel Albano

“O Taxista e a Sogra” é o título da peça de teatro que o grupo Etu Lene exibe, sexta-feira, às 20h00, na Liga Africana, enquadrado na terceira edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT).

Grupo leva à cena a realidade sociocultural dos angolanos
Fotografia: Edições Novembro

A peça, que foi  estreada dia 14 de Fevereiro de 2017, por ocasião do Dia dos Namorados, narra imoralidade, traição, segredos e chantagem, num ambiente que nos conduz ao contexto cultural e social luandense, em particular, e angolano, em geral.
Focada no amor ao próximo, a peça, escrita pelo encenador Beto Cassua, narra, em 50 minutos, a história de um jovem cobrador de táxi, Bernardino, que maltrata uma passageira, dona Joaquina, por não ter dinheiro suficiente para pagar a tarifa. Por falta de 50 kwanzas, instala-se o desentendimento entre ambos. 
O jovem cobrador recebe as compras da passageira, para além de a agredir, deixando marcas no corpo da senhora. Mais tarde, Bernardino apaixona-se por Rita, que, por ironia do destino, é filha de dona Joaquina. No dia da oficialização do namoro, o genro conhece a sogra, a pessoa que um dia a maltratou.
O  grupo de teatro Etu Lene, fundado a 26 de Abril de 1993, conta com 13 integrantes e tem várias obras, com destaque para “Ukumbo”, “Marcas do Passado”, “Balumuka” e “Titanic”, algumas exibidas quer em Luanda, quer noutras províncias.
“Etu-Lene”, que na língua umbundu significa “nós - actores - e você - público”, notabilizou-se na década de 90, com a peça “O Feiticeiro e o Inteligente”, no programa “Em Cena” da Televisão Pública de Angola. O colectivo venceu o Prémio Cidade de Luanda, realizado em 2001, com a peça “Balumuka”.

Tempo

Multimédia