Cultura

Peça “Tala Mungongo” hoje no espaço Elinga

Francisco Pedro

A quarta edição do Festival Internacional de Teatro & Ar-tes de Luanda, que decorre, hoje, no espaço Elinga, na Baixa de Luanda, regista, a partir das 20h00, mais uma noite de festa que assinala o 25 de Maio, Dia de África.

Actor e encenador brasileiro Vinicius Piedade exibiu quarta-feira e ontem a peça “Cárcere”
Fotografia: Paulo Mulaza|Edições Novembro

O grupo Elinga Teatro exibe a peça “Tala Mungongo”, uma adaptação para o teatro feita pelo dramaturgo e encenador José Mena Abrantes, a partir do livro homónimo escrito por Filipe Correia de Sá.
Depois da peça, às 21h30, segue um momento musical com a cantora e compositora Anabela Aya, também actriz do Elinga Teatro.
A abertura do festival, na segunda-feira, foi o primeiro momento especial em que a “família” Elinga Teatro festejou os 30 anos de existência do grupo, um dos mais premiados e internacionais a nível da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Nos dias seguintes, em que os ingressos foram vendidos ao preço de dois mil kwanzas, quarta e quinta feira, foi apresentada a peça “Cárcere”, com o actor e encenador brasileiro Vinicius Piedade. “Cárcere” apresenta uma semana na vida de um pianista que está na cadeia, privado da li-berdade e do seu piano, que vive em ritmo de contagem regressiva e as suas expectativas, impressõ̃es, lembranças, reflexoões e sensaçõ̃es sã̃o expressas  num diá́rio que inicia numa segunda-feira e termina num domingo, em plena rebelião.
Amanhã, às 16h00, actores portugueses do Teatro Lage vão apresentar “O Príncipe Feliz”, de Oscar Wilde. Às 20h00, o grupo Rugas/Dilage apresenta “O Armário e a Ca-ma”, a mesma peça volta a ser exibida domingo, enquanto “O Príncipe Feliz” vai ser apresentada, domingo, na Casa das Artes, no Talatona.
Ainda, domingo, o espaço Elinga acolhe uma sessão de música com Artur Nunes Fi-lho e na segunda-feira os participantes vão participar num seminário.
Entre os grupos convidados, participam, também, o Protevida, que apresenta dia 30 “Os Livros Devem Ser Queimados” e no mesmo dia o grupo Grutiji exibe e peça “O Meu Diário” na Casa das Artes, no Talatona.
O grupo Kulonga apresenta, dia 31, “Rainhas Sem Coroa”, o grupo Pitabel sobe ao palco no dia seguinte, com o espectáculo “O Preço do Fato”, e, nos dias 2 e 3 de Ju-nho, actores brasileiros representam “A Órfã do Rei”, de José Mena Abrantes.
O histórico grupo Oásis exibe, dia 5 de Junho, “A Viú-va” e nos dias 6 e 7 o actor ar-gentino Sérgio Mercúrio apresenta “De Banfield ao Méxi-co”, no espaço Elinga.
De Cabo Verde vem a peça “Palavras de Jó”, de Matèi Visniec, e antes do encerramen-to, a peça “As Orelhas de Mutaba”, do GET.
A primeira edição do festival realizou-se em 2008, na altura do 20º aniversário do grupo Elinga Teatro. Quatro anos depois, se realizou a segunda edição, o que tem contribuído para a promoção e desenvolvimento do teatro, estimulando a criatividade e a inovação artísticas, fomento do intercâmbio cultural e o estabelecimento de parcerias que concorram para o surgimento de novas linguagens artísticas, quer com grupos nacionais, quer com grupos estrangeiros.
Na primeira edição participaram os grupos Horizonte Nzinga Mbande, Projecto Perpetuar, Pitabel, Dadaísmo, Vozes de África, Henrique Artes e Projecto Musical, a programação incluiu ainda os grupos Dragão7 (Brasil), a Companhia Solaris (Cabo Verde), Voz Humana (Portugal) e Lareira (Moçambique).

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