Pitabel e Enigma Teatro representam Angola

Manuel Albano |
26 de Agosto, 2014

Fotografia: Cedida pelo grupo

Os grupos Pitabel e Enigma Teatro vão representar Angola  no Festival Internacional de Teatro de Língua Portuguesa que começa amanhã no Rio de Janeiro.

O encenador do Enigma, Tony Frampenio , disse ontem em Luanda que o grupo está preparado para representar o país: “Estamos a fazer um trabalho de sensibilização com os actores para os preparar”.
Pela primeira vez no festival, o Enigma Teatro vai apresentar o espectáculo “Sujeito e Azarada”, sábado e domingo, pelas 20h00, no Teatro Sesi Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Tony Frampenio explicou que o convite é a materialização de um sonho: “O objectivo vai ser manter o protagonismo alcançado por outros grupos angolanos nas edições anteriores”.
A peça “Sujeito e Azarada” trata da responsabilidade social e destaca a importância da família.  O Enigma Teatro surgiu da fusão dos grupos Os Makotes e Comba Meneck, em 1998.

Pitabel preparado


O encenador do Núcleo de Artes Pitabel, Adérito Rodrigues, disse ontem ao Jornal de Angola, que o seu grupo também está preparado para representar Angola no FESTLIP.
Também pela primeira vez no festival, o grupo vai exibir a peça “O Preço do Fato”, no dia 28, pelas 20h00, no Teatro Glaucio Gill, no Rio de Janeiro, e nos dias 30 e 31, às 21h00, no Teatro Jochey. “O Preço do Fato” é uma peça que fala do drama de Cristina, jovem de 20 anos, natural de Mbanza Congo, que cresceu em Luanda, e vê a sua relação amorosa em risco devido à tradição.
Fundado em Luanda, a 4 de Agosto de 2001, o Pitabel já conquistou o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na disciplina de Teatro, e o Prémio de Teatro Cidade de Luanda.

O festival

Durante dez dias o festival apresenta 11 espectáculos inéditos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique e Portugal, em seis espaços cénicos. Este ano, pela primeira vez, o festival, realizado pela Talu Produções, vai apresentar uma peça infantil, no projecto FESTLIPinho. A peça inaugural é “O Príncipe Feliz”, da Companhia Magia e Fantasia, de Portugal. A programação do FESTLIP consta ainda a realização do tradicional FESTLIPShow, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, no dia 30, com a participação de DJ de Angola, Brasil e Portugal, que vão apresentar versões electrónicas de kuduro, música popular brasileira e fado.
A música vai ser também um dos temas em análise durante o FESTLIP, numa oficina ministrada por Cheny Wa Gune, artista moçambicana. O programa inclui a realização de debates, palestras e oficinas, entre os dias 1 e 2 de Setembro, apresentadas por dramaturgos, encenadores e programadores internacionais.
A directora do festival, Tânia Pires, disse que a exposição fotográfica deste ano realiza-se em parceria com o Instituto Camões, com o título “O cinema português”. O FESTLIP vai homenagear este ano o actor e encenador português João Mota, um dos principais nomes do teatro de Portugal, pelo seu contributo na promoção, divulgação e a preservação das artes cénicas.
João Mota tem 72 anos e 57 de carreira. Encenou mais de cem espectáculos, muitos deles com a companhia Comuna Teatro de Pesquisa, que fundou em 1972. Trabalhou com nomes como Peter Brook e passou ainda por Angola, França, Irão e Brasil, onde trabalhou com Henriette Morineau e Augusto Boal. É, há três anos, o director artístico do Teatro Dona Maria II.
O homenageado da última edição foi o dramaturgo angolano e director do Elinga, José Mena Abrantes, pelo seu contributo ao engrandecimento do teatro angolano.

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