Problemas dos luandenses no espaço cénico

Manuel Albano |
16 de Julho, 2016

Fotografia: Santos Pedro

“A matrícula” é o título da peça de teatro da Companhia de Teatro Amazonas a ser exibido, hoje às 20h00, no Instituto Superior de Artes (Isartes), no âmbito do Circuito Internacional de Teatro (CIT), que decorre aos finais de semana até 17 de Setembro, na Centralidade do Kilamba.

Inspirada na realidade luandense, a peça “A matrícula (LD-75-61-VN)” aborda a vivência dos citadinos, na perspectiva social, económica e cultural, assente numa linguagem comum e simples dentro de um táxi, vulgo quadradinho, que faz o trajecto, 1º de Maio/Viana.
Durante a viagem, as personagens vão narrando as dificuldades que vivem no dia-a-dia, analisando os motivos que levam os taxistas a aumentar o preço da corrida, devido ao trânsito caótico que se verifica de um tempo a esta parte na cidade capital, particularmente naquele trajecto.
O excesso de velocidade, o consumo de bebidas alcoólicas durante a condução e as constantes violações às regras do Código de Estrada são apontados na peça como uma das causas que levam consequentemente ao aumento da sinistralidade rodoviária no país. Amanhã, à mesma hora e local, o grupo Amor e Arte apresenta a peça “Cuidado com a boca”, também no âmbito do CIT. A comédia, que mergulha num universo de imaginações, fábulas e contos, tem característica mítica, típica de um teatro negro africano, cuja história mitológica acontece num mato ficcional.
Um soba excêntrico, sempre acompanhado das suas companheiras Firmina e Henriqueta, em que ambas ditam as leis pelas quais as personagens orientam-se.

Debates

Uma mesa-redonda para troca de experiência entre actores e encenadores das companhias de Teatro Amazonas e Amor e Arte sobre “O processo de criação artística” é realizada hoje, às 15h00, no Instituto Superior de Artes (Isartes), na Centralidade do Kilamba.
Em declarações ontem ao Jornal de Angola, o director do Circuito Internacional de Teatro (CIT), Adérito Rodrigues “Bi”, disse que os directores da Companhia de Teatro Amazonas, Gerson Afonso Vangue, e do grupo Amor e Arte, Marisa Francisco Júnior, vão falar das suas experiências artísticas enquanto fazedores de arte.
“A adaptação de textos dos escritores de ambos países nas peças de teatro”, “O crescimento do teatro em Moçambique e Angola”, “Os conteúdos” e “O processo de criação artística para o desenvolvimento das artes cénicas” são alguns dos temas sugeridos para a organização do CIT, para as próximas mesas redondas do CIT.

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