Problemas sociais focados no teatro

Manuel Albano |
13 de Agosto, 2015

Fotografia: Eduardo Pedro

A companhia de artes EK exibe hoje, às 19h30, na Liga Africana, em Luanda, o espectáculo de teatro “A hora da verdade”, cujo enredo reflecte sobre os problemas sociais que afectam a sociedade angolana.

Com a duração de 45 minutos, o texto do espectáculo é baseado em dois contos. O primeiro aborda as vicissitudes do tempo colonial e o segundo a realidade actual da juventude. Estreada em 2009, o espectáculo apresenta um fragmento da era do tráfico de escravos e alguns problemas sociais vividos hoje, como a corrupção, o analfabetismo, desemprego e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
O espectáculo reflecte, ainda, sobre as várias reivindicações dos nacionalistas contra o colonialismo desde 1575 em que Ngola Kiluanje tentou travar a primeira ocupação dos portugueses no território angolano.
Noé Lunga, o autor da companhia EK, disse que estes aspectos são personificados por cinco actores, e analisados e debatidos por outras duas personagens que interpretam os personagens de Agostinho Neto e Rainha Njinga Mbande. A companhia EK foi criada há cinco anos, no Sambizanga, para promover o teatro durante o Campeonato Africano das Nações, CAN-2010.
A exibição do espectáculo de hoje visa saudar mais um aniversário da companhia, no sábado, data em o grupo realiza, às 19h30, no Cine São Paulo, em Luanda, uma gala de confraternização com momentos culturais, com destaque para a dança, poesia, música ao vivo e teatro.

O kudurista

O colectivo de artes Ekuikui II apresenta amanhã, às 20h00, na Liga Africana, uma peça de teatro musicalizada intitulada “O kudurista”, que aborda o percurso do kuduro até aos dias actuais em Angola.
A coreografia e montagem do espectáculo de teatro foram feitas por Anderson Majenje, colaborador do grupo e um dos vencedores da segunda edição do concurso de dança “Bounce”, e que também participou como actor na novela “Jikulumessu”.
A trilha sonora do espectáculo é um kuduro criado pelo grupo, que retrata o fascínio de cada artista, as suas odisseias, polémicas e vitórias. O espectáculo é uma homenagem aos precursores deste estilo no país, com destaque para Tony Amado e Sebem.
O actor Job Basto interpreta a personagem de Sibas Júnior, que não olha a meios para atingir a fama, enquanto Anderson Majenje interpreta o DJ Amado, que está mais preocupado com as variantes ao longo dos anos. Os roubos das letras, conhecimento e domínio do estilo, assim como a proliferação do kuduro também são analisados no espectáculo, que tem a duração de 92 minutos e é interpretado por quarto actores e cinco bailarinos. Participam ainda na peça os grupos de kuduro “Clássico Máxima” e “Os Fantásticos”.
Com três anos de existência, o grupo de artes Ekuikui II conta no seu repertório com o espectáculo “Briga de casais”.

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