Cultura

Suelma Mário actua no palco do Festlip

Manuel Albano |

A actriz Suelma Mário representa Angola na 9.ª edição do Festival Internacional de Teatro de Língua Portuguesa, (Festlip), que se realiza de 13 e 23 de Dezembro, no estado do Rio de Janeiro, Brasil, numa realização da Talu Produções.

Actriz angolana vai procurar dar o seu melhor para dignificar as artes cénicas nacionais
Fotografia: Edições Novembro

Em declarações ao Jornal de Angola, a actriz Suelma Mário mostrou-se feliz por fazer parte do elenco que vai apresentar a peça “A Terceira Margem do Rio”, texto de Guimarães Rosa, numa montagem de teatro que reúne actores de oito nacionalidades que falam português, com a maior parte dos ensaios a ser realizados à distância.
Suelma Mário disse, que por via skype, já começou desde há semana passada a manter contactos com o enredo da peça, a equipa de produção e director brasileiro Paulo de Moraes para o êxito desde projecto inédito.
Actualmente, assegurou a actriz, os actores angolanos e o teatro desenvolvido no país têm estado a evoluir muito, razão pela qual são os prémios individuais e colectivos que os angolano têm conquistados nos mais variados festivais internacionais em que participam.
Embora os esforços implementados pelo Executivo angolano na massificação das artes cénicas, com a abertura do Complexo de Escolas de Arte (CEARTE), no Camama, em 2015, e o Instituto Superior de Arte (ISARTE), na centralidade do Kilamba, em 2014, Suelma Mário reconhece que ainda são precisos mais investimentos no domínio das artes, em particular no teatro.
Os actores angolanos, explica Suelma Mário, têm tido muitas dificuldades em poder encontra material bibliográficos sobre o teatro no país e no estrangeiro, por existirem poucas bibliotecas, onde a classe artística possa fazer recursos a essas ferramentas.
Apesar dos recursos bibliográficos e de infra-estruturais para o exercício de actividades culturais ainda serem exíguos no país, a actriz garante que “tem sido ultrapassado pela grande capacidade criativa e inovadora dos angolanos”, o que permite aos grupos participarem condignamente nos festivais internacionais.  “Precisamos de mais recursos bibliográficos no país, mas a falta desses elementos não representa motivos para desistirmos”, assegurou Suelma Mário. />A actriz do grupo Henriques Artes realçou que a viagem está marcada para o dia 8 de Dezembro e o regresso dez dias depois. “Estamos a trabalhar agora para solucionar algumas questões administrativa, como a aquisição do visto e alguma questão de acomodação.”
A representante angolana espera contar com o apoio do Ministério da Cultura, de empresários e de outros agentes culturais, por formas a conseguir o bilhete de passagem, uma vez que ela vai representar o país no espectáculo “A Terceira Margem do Rio”, que vai ser apresentado dia 14 de Dezembro, na Casa de Cultura, Laura Alvim, que alberga a maior parte dos eventos culturais do Festlip este ano.
A montagem vai ter quatro ensaios presenciais, após outros 25 realizados por meio digital, sendo o destaque da programação das peças a serem exibidas nesta edição do Festlip.

 “A Terceira Margem do Rio”
De acordo com a sinopse da peça: um homem de meia-idade deixa a sua família e amigos para viver isolado numa canoa no meio de um rio, na região central do Brasil, e jamais volta a pisar em terra firme.
O seu único contacto com as pessoas acontece através do seu filho Liojorge, que lhe deixa comida na margem do rio. Os anos se passam e a filha Rosário casa com um rapaz da região e vai morar na cidade. O filho também casa, mas decide permanecer com a mãe e continuar a levar diariamente a comida para o pai invisível.
Quando nasce Nhinhinha, a filha de Liojorge, e que tem poderes mágicos, o rapaz resolve levá-la até a beira do rio para apresentá-la ao pai. Fazem parte do elenco oito actores, um de cada país da CPLP.
Leonardo Miranda (Brasil), Suelma Mário (Angola), Lisa Reis (Cabo Verde), Horácio Guiamba (Moçambique), Susana Vitorino (Portugal), Willian Ntchalá (Guiné Bissau), Joi Bonfim (São Tomé e Príncipe) e Carvarino Carvalho (Timor Leste) são os protagonista da peça.

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