Teatro angolano em palco na cidade do Rio de Janeiro

Adriano de Melo |
27 de Agosto, 2015

Elinga Teatro e Kalunga, os dois representantes angolanos no Festival Internacional de Teatro de Língua Portuguesa (FESTLIP), que decorre até 6 de Setembro, no Rio de Janeiro, entram em cena esta noite, no Teatro Ipanema e SESI Jacarepaguá.

O Elinga exibe hoje e amanhã, às19h30, no Teatro Ipanema, o espectáculo “As Bondosas”, que narra a história de três carpideiras, profissionais mulheres sem vínculo afectivo com o defunto contratadas para chorar em velórios, que estão no enterro de uma jovem que se suicidou.
Inconformadas por ninguém reconhecer os seus méritos profissionais, vão-se desviando das rezas para a fofoca, deixando transparecer todos os segredos que escondiam umas das outras e do mundo.
De autoria do brasileiro Ueliton Rocon, a peça tem a direcção de José Mena Abrantes e é levada à cena durante uma hora pelas actrizes Cláudia Nobre, Anabela Vandiane, Cláudia Púkuta e Nzady.
Criado em 1988, como continuidade dos grupos Tchinganje e Xilenga, grupo de Teatro da Faculdade de Medicina de Luanda, o Elinga Teatro tem como lema o resgate e a promoção da cultura angolana. A companhia cria uma linha estética e de conteúdo para o desenvolvimento teatral há mais de 40 anos. Já esteve presente em países como Moçambique, Cabo Verde, Portugal, Espanha e Itália. A encenação de os “Filhos da Pátria”, do grupo Kulonga, é exibida hoje e amanhã, às 20h00, no SESI Jacarepaguá, e sábado, às 19h30, no SESI Centro, no Rio de Janeiro.
A obra conta as peripécias vividas por um grupo de militares num campo de batalha. É um retrato dos bravos homens que defenderam o país com honra, sangue e vida.Trata-se de uma homenagem aos 13 anos da conquista da paz em Angola, um tributo especial ao Comandante em Chefe e Arquitecto da Paz, José Eduardo dos Santos, e aos que lutaram para a sua conquista.
O grupo de teatro Kulonga foi fundado no dia 11 de Julho de 1998, no Distrito Urbano do Rangel. Tem como lema “Por uma amizade sólida unamos os nossos ensinamentos”. Entre as conquistas, estão duas edições do Prémio de Teatro Cidade de Luanda: melhor texto, em 2002, e melhor encenação, em 2005, com as obras “Luanda que Anda e História” e “Estórias de Luanda”.
Na Oficina Teatral, no dia 1 de Setembro, às 14h00, no Oi Futuro Flamengo, o encenador José Mena Abrantes vai dissertar o tema “Angola em cena com o Teatro Carioca”.
Nesta edição, a Talu Produções, organizadora do festival, decidiu prestar homenagem a Manuela Soeiro, encenadora de Moçambique e fundadora da companhia teatral Mutumbela Gogo.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA