Cultura

Teatro do Cazenga retratado em filme

Roque Silva

O movimento teatral dos últimos dois anos no  Cazenga é retratado no documentário “Um olhar ao teatro do Cazenga” que é exibido, amanhã, às 21h00, pela  primeira vez,  no país, no programa “Cine Nosso”, da TV Zimbo.

Actriz Totonha é uma das figuras que deu o seu depoimento
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

O filme de 56 minutos é o resultado de vídeos e imagens de espectáculos e ensaios de companhias de teatro e entrevistas a 20 individualidades ligados a dramaturgia captados há dois anos.
As entrevistas da longa-metragem trazem testemunhos dos directores artísticos e artistas de cinco grupos de teatro do Cazenga, sobre o seu trabalho, dificuldades e sonhos  e opiniões de professores de actores, profissionais, antigos fazedores e jornalistas sobre o produto final apresentado pelos grupos do Cazenga,  em várias salas de espectáculo de Luanda.
A produção captou depoimentos de pessoas como Beto Cassua, director da Cultura no município do Cazenga, Sidónio Massoxi “Massoxi Artes”, professores no Centro de Escolas de Arte (CEARTE), de Victória Soares “Totonha”, antiga actriz, e dos directores artísticos Tony Frampénio (Enigma Teatro) e Flávio Ferrão (Henrique Artes).
O produtor e realizador revelou que o filme permite apresentar, nas vozes de experimentados na matéria, uma abordagem sobre as tipologias e correntes teatrais praticadas  naquele que foi nos últimos anos últimos anos o município mais populoso da Província de Luanda.
A ideia da sua produção foi criar um arquivo documental, mas no formato digital, sobre de parte da história do teatro praticado no município do Cazenga, seguindo assim as pegadas de José Mena Abrantes e Africano Kangombe, referiu Deazevedo Bochecha que editou o filme com Anovaonuel Adi.
“Este é o meu contributo documental em áudio visual que pretende mostrar uma parte de um movimento artístico que deve ser tido em conta, devido o que representa num dos municípios que mais produz teatro em Luanda. É algo cuja inspiração fui buscar do trabalho de pesquisa e arquivo desenvolvido há anos por José Mena Abrantes”.

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