Tradição bakongo em palco

Manuel Albano |
21 de Novembro, 2014

A peça “O Preço do Fato” é apresentada amanhã e no domingo às 20h00 na Liga Africana, em Luanda, no encerramento da temporada de actividades deste ano do grupo Pitabel.

A peça, que conta a história de Cristina, uma jovem de 20 anos, natural de Mbanza Congo, mas que cresceu em Luanda, destaca a perda de determinados hábitos, em particular entre os jovens.
No espectáculo, Cristina põe em risco a relação com Luís devido a essa perda de hábitos. A peça procura responder a questões complexas sobre a tradição.
“O Preço do Fato” refere o tradicionalismo dos bacongos muito apegados a tradições e que ao procurarem melhor vida noutras regiões criam conflitos com o contemporâneo. O director e encenador do grupo, Adérito Rodrigues, disse ao Jornal de Angola que “a criação do espectáculo resulta de uma pesquisa à cultura dos bacongos nas províncias do Uíge, Zaire, Bengo e Luanda”.
Algumas técnicas, afirmou, foram aperfeiçoadas e a linguagem do texto adaptada à dimensão do espectáculo”.
“Queremos encerrar em grande a temporada deste ano e decidimos abordar um tema que ainda suscita muita polémica na sociedade angolana”, referiu. A saída de pessoas ligadas ao teatro para outras profissões, declarou, é preocupante preocupar a classe, particularmente para a direcção do Pitabel. “É ainda muito importante tornar o teatro uma actividade rentável e queremos ajudar a profissionalizar mais o grupo”, disse.
Adriano Rodrigues faz um balanço positivo das actividades deste do Pitabel “por ter, tal como o ElingaTeatro, representado o país no Festival de Teatro da Língua Portuguesa (FESTLIP), que decorreu no Rio de Janeiro de 27 de Agosto a 5 de Setembro.
O grupo, fundado em Agosto de 2001, em Luanda, venceu a edição 2010 do Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de teatro. Em 2006, ganhou o Prémio de Teatro Cidade de Luanda.
Também conquistou em 2006, 2008 e 2009 o troféu de melhor texto dramático no Prémio Cidade de Luanda. Além disso, apresentou, três anos depois, o melhor espectáculo do Festival de Teatro do Cazenga.
O Pitabel, constituído por 15 elementos, tem no seu repertório, entre outras, as peças “De Quem é a Culpa”, que venceu o Festival do Cazenga, e “Trilogia de Missosso”, adaptada de três livros de Óscar Ribas.

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