Tráfico de seres humanos abordado em livro

Estácio Camassete | Huambo
27 de Novembro, 2014

Fotografia: Paulino Damião

Uma abordagem ao tráfico de seres humanos e rapto de crianças em diferentes partes do mundo são o pano de fundo de “O Reino das Casuarinas”, de José Luís Mendonça, apresentado, na cidade do Huambo, na biblioteca Constantino Camõli.

A obra, apresentada pelo secretário da Brigada Jovem de Literatura no Huambo, João Lara Hotalala, faz igualmente uma abordagem “à escravatura pacífica” e às guerras religiosas que se registam actualmente.
O autor homenageia neste livro um antigo companheiro de tropa, Artur Esperança, que após cumprir o serviço militar enlouqueceu e esfumou-se nas ruas da capital, e à floresta de casuarinas da Ilha de Luanda, que também está a desaparecer, “um atentado ao meio ambiente”. O apresentador da obra lembrou que José Luís Mendonça é um homem de letras “sempre pronto a oferecer oportunidade de leitura” a quem gosta de ler.
Neste livro, disse, “faz menção a alguns assuntos históricos que em muitos casos já não são recordados”. O escritor afirmou que “este livro é um projecto antigo e revela o sacrifício dos inocentes pelas contradições impostas pela própria vida em várias gerações da História da Humanidade”.
José Luís Mendonça, licenciado em Direito pela Universidade Católica de Angola, é membro da União dos Escritores Angolanos e director do “Jornal Cultura”. Em 2005 venceu o prémio de notícias gerais da Lusofonia CNN Multichoice Jornalista Africano.
Também ganhou o prémio literário “Angola 30 anos”, atribuído pelo Ministério da Cultura por altura do 30º aniversário da Independência Nacional, pelo livro “Um Voo de Borboleta no Mecanismo Inerte do Tempo”.  “Chuva Novembrina”, “Ngoma do Negro Metal”, “Esse País Chamado Corpo de Mulher”, “Os Dedos da Vida”, “Respirar as Mãos na Pedra”, “Quero Acordar a Alva”, “Olfactos do Afecto” e “Africalema” são outros livros de sua autoria.

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