Trilogia de Tolkien recebe críticas nos EUA


15 de Dezembro, 2014

A trilogia cinematográfica baseada no livro “O Hobbit” termina este mês, com “A Batalha dos Cinco Exércitos”, e como a série “O Senhor dos Anéis”, tem muita guerra e violência criticada pelos especialistas norte-americanos.

Os críticos afirmam que a quantidade de combates leva o espectador, em especial os mais distraídos, a questionarem-se qual a razão. Apesar do exagero de batalhas, a maioria dos críticos diz acreditar no êxito da série devido aos milhões de apaixonados das obras de J.R.R. Tolkien.
Até ao momento as adaptações dos livros daquele autor realizadas por Peter Jackson, arrecadaram a nível mundial mais de quatro mil milhões de dólares.
Nesta nova aventura está em jogo a conquista da montanha de Erebor. A Companhia de Anões, liderada por Thorin Escudo-de-Carvalho (Richard Armitage), consegue recuperá-la depois de inúmeras dificuldades. Quem paga um alto preço por ter apoiado os anões são os homens da vizinha Cidade do Lago, que sofrem um ataque do dragão Smaug, morto logo de seguida pelo arqueiro Bard (Luke Evans). Depois da morte do dragão, Bard e os demais habitantes rumam a Erebor à procura de refúgio e também de uma parte do grande tesouro.
No filme, Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) é, como sempre, o especialista em achar objectos importantes. Já foi o anel da invisibilidade. Agora é a preciosa pedra Arken, cujo desaparecimento tirar o sono ao obcecado Thorin.
O tesouro escondido na montanha governada por Thorin leva elfos, anões e orcs, de todos os tipos e tamanhos, enviados pelo maligno Sauron, a desencadearem uma guerra sem igual. Face ao ataque dos orcs, os outros exércitos unem-se contra eles numa aliança estratégica. Com uma guerra destas proporções e tantas espécies envolvidas, o sector dos efeitos especiais e visuais tem trabalho de sobra, ainda mais numa filmagem em 3D.
O filme circula em versões 3D e IMAX, mas também nas convencionais 2D.
Para esticar bastante um livro com 300 páginas, a trilogia encerrada por “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos” permitiu-se uma ou outra alteração da história não incluída no texto original, como é o caso do romance entre a elfa Tauriel (Evangeline Lily) e um dos anões, Kili (Aidan Turner).
“O Hobbit” é um livro infanto-juvenil de fantasia escrito pelo filólogo e professor britânico J. R. R. Tolkien. Publicado originalmente em 21 de Setembro de 1937, foi bem recebido pela crítica, nomeado para a Medalha Carnegie e distinguido com um prémio do jornal norte-americano “New York Herald Tribune” de melhor ficção juvenil.
O romance, que se mantém popular com o passar dos anos, é reconhecido como um clássico da literatura infantil. A história, situada num tempo “Entre o Alvorecer das Fadas e o Domínio dos Homens”, procura o hobbit Bilbo para conquistar uma parte do tesouro guardado pelo dragão Smaug.
A jornada de Bilbo leva-o de um ambiente rural a outro mais sinistro. A história é contada na forma de uma busca episódica e a maioria dos capítulos tem uma criatura específica das “Terras Ermas” de Tolkien.  O crescimento pessoal e as diferentes formas de heroísmo são os temas centrais da história.
Juntamente com as causas que levam a uma guerra, aqueles temas levaram os críticos a mencionar as experiências pessoais de Tolkien durante a I Guerra Mundial como instrumentos na formação da história.

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