Cultura

"Umbi umbi" é interpretado por Mukenga e Jorge Virgílio

Manuel Albano |

Filipe Mukenga e o brasileiro Jorge Vercillo apresentam-se amanhã e domingo, às 21h00, na Casa 70, dois espectáculos inseridos no projecto Serenatas à Kianda, como resultado dos anos de carreira artística. O músico angolano espera estar ao seu melhor nível vocal para brindar os seus admiradores com os seus clássicos.

Projecto “Serenatas à Kianda” junta no mesmo palco em dueto Filipe Mukenga e Jorge Vercillo
Fotografia: José Soares | Edições Novembro

Durante uma conferência de imprensa realizada, quarta-feira, no Hotel Diamante, na Baixa da cidade de Luanda, Filipe Mukenga disse que vai fazer amanhã um dueto com Jorge Vercillo, um dos grandes nomes da música popular brasileira (MPB), no tema “Umbi umbi”, o último a ser interpretado no concerto.
O mesmo processo vai acontecer no domingo, onde o músico brasileiro na sua apresentação convida Filipe Mukenga, para juntos interpretarem o último tema do seu espectáculo, um dos seus maiores êxitos, a canção “Que nem maré”.
Os artistas que se complementam nos seus estilos musicais, privilegiando quase sempre o uso de instrumentos acústicos, a voz, violão e percussão, vão tentar criar um ambiente muito intimista e de grande proximidade com o público.
As apresentações acontecem no mesmo local e horário, escolhido para permitir um formato onde o artista possa estar próximo dos espectadores, criando um clima de serenata que tem inspiração na “Cidade da Kianda”.
A felicidade de Filipe Mukenga tem sido visível, principalmente, pelo reconhecimento de que tem sido alvo em várias homenagens nos últimos anos, quer no país, quer no estrangeiro, pelo contributo prestado e legado deixado para as futuras gerações. Mukenga considera o seu amigo brasileiro um verdadeiro “melodista”, fruto das suas brilhantes interpretações, como é o caso do tema “Fênix” da trilha sonora da mini-série brasileira “A casa das 7 mulheres”.
Como um autodidacta e alguém que se formatou ouvindo boa música na década de 60, uma época considerada “dourada”,  Filipe Mukenga acredita que o conhecimento empirista adquirido ao longo desses anos de carreira artística o tornou numa “pessoa humilde e sempre disposta em aprender sobre os lugares e sítios, culturas, passando pelo vasto mosaico cultural do folclore angolano e de outros povos”.

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