Cultura

UNAC apela aos músicos a sensibilizar cidadãos sobre Covid-19

Manuel Albano |

O presidente da União Nacional dos Artistas e Compositores (UNAC), Zeca Moreno, apelou hoje em Luanda, os associados no sentido de transmitirem mensagens positivas em produções artísticas, de modo a sensibilizar as populações sobre a prevenção contra a pandemia Coronavírus (Covid-19).

Músicos são chamados para sensibilizar a sociedade contra o covid -19 através das suas canções
Fotografia: Contreiras Pipas |Edições Novembro

Em declarações ao Jornal de Angola, Zeca Moreno considerou ser importante que os membros cumpram as medidas de prevenção e segurança, na sequência das orientações do Governo. O presidente da UNAC, que no final de semana esteve a trabalhar junto dos representantes de Benguela e Huíla, encorajou os artistas a utilizar a capacidade de mobilização para transmitir mensagens incentivadoras e sobre o cumprimento das medidas de prevenção.

Aos compositores e intérpretes, o responsável chamou a atenção da necessidade de os mesmos produzirem canções que abordem o tema, por formas a ajudar rapidamente a veicular informações de encorajamento às populações. “É um desafio que deixo para que a classe artística esteja mais unida e possa dar o seu contributo de acordo como aquilo que tem sido as orientações do Governo sobre as medidas de prevenção contra a pandemia”.

Recentemente, a organização realizou um encontro, no anfiteatro do Gabinete Provincial da Educação de Luanda, com o objectivo de apreciar e aprovar emendas por se introduzir no estatuto da organização. O encontro teve a participação de representantes das províncias de Benguela, Huambo, Malanje, Huíla e Cuando Cubango.

Numa fase de reestruturação da instituição, Zeca Moreno explicou que está a desenvolver um trabalho de mudança de mentalidade, que deve passar doravante como palavra de ordem da nova direcção, assente no espírito de equipa, determinação, competências e profissionalismo. Para o programa de acção do quadriénio 2019-2023, o presidente tem em agenda um maior comprometimento dos associados com a instituição e o pagamento regular de quotas. “Precisamos trabalhar muito sobre sensibilização e mudança de mentalidade dos membros.

Queremos uma instituições cada vez mais inclusiva em que todos possam se rever no programa de acção, que passa também pela clarificação do nosso objecto social”.

Corrigir os erros

Zeca Moreno prevê, naquilo que é a nova dinâmica a implementar, a criação de um ambiente de trabalho mais salutar, capaz de combater a concentração excessiva do poder de decisão. Porém, alerta sobre a importância de se primar pelo rigor nos actos e decisões à subordinação. De acordo com o responsável, os principais objectivos passam, igualmente, pela alteração da relação entre a instituição e os membros. “A ideia é corrigir os erros do passado e procurar melhorar as falhas registadas nas anteriores direcções”.
Mostrou-se ainda preocupado com a dupla filiação dos membros em associações similares, como a SADIA. Para a cobrança dos Direitos de Autor e Conexos, reforçou a necessidade da criação de condições para se evitar que os artistas estejam filiados em outras instituições. Para isso, exorta aos membros no sentido de se definirem em que instituição pretendem estar “porque para o efeito de cobrança dos direitos autorais não podem ter dupla filiação”. No âmbito da implementação das propostas, assegurou que se pretende a valorização da carteira profissional do artista.

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