UNESCO destaca contribuição cubana


29 de Setembro, 2014

Fotografia: DR

O chefe do projecto “A Rota do Escravo” da UNESCO, Ali Moussa, elogiou ontem a contribuição de Cuba para esta iniciativa, cujo objectivo é mostrar o flagelo da escravatura e as consequências dela em África e no mundo.

Cuba, disse à Prensa Latina, é membro deste programa desde o princípio e conta com um comité nacional muito activo, que tem feito um importante trabalho de pesquisa e preservação da herança africana.
Ali Moussa recordou igualmente que em Cuba há um Museu da Escravatura, criado em 2009 na cidade de Matanzas, o maior deste género existente na América, onde estão expostos peças valiosas, ilustrações, textos e obras de arte sobre o assunto.
O projecto “A Rota do Escravo”, criado pelo Haiti com o apoio de vários países de África, foi lançado oficialmente em 1994 no Benin, para dar a conhecer as causas e consequências do tráfico de seres humanos.
A partir do século XVI até metade do XIX milhões de pessoas foram “arrancadas” de uma forma bruta da sua terra e levadas para a América, Ásia e Europa, para trabalhar, sobretudo, nas plantações agrícolas.
A UNESCO teve um papel crucial para o reconhecimento da escravatura como um crime contra a humanidade. O acto foi formalizado numa Conferência mundial contra o racismo, efectuada em Durban, em 2001.
Nesse ano, por ocasião do XX aniversário do programa, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura organizou uma série de actividades, entro as quais incluiu uma mesa-redonda e concertos de jazz, gospel e percussão.
O obejctivo das actividades é recordar o impacto negativo que a escravatura teve na vida e na situação social, económica e cultural de muitos dos países africanos.
Durante o acto foi igualmente inaugurada uma exposição de pintura e escultura cubana no Círculo de Delegados da UNESCO, que contou com a participação de diplomatas de países africanos e latino-americanos.
O embaixador cubano em França, Héctor Igarza, recordou os laços históricos entre o seu país e África, assim como os vínculos de amizade e solidariedade existentes após o triunfo da Revolução, em 1959.
A acção central do projecto “A Rota do Escravo" passa pela criação de um programa científico com mais informações sobre o comércio negreiro e a escravatura.

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