União entre estrelas em espectáculo

Mário Cohen |
11 de Setembro, 2015

Fotografia: Paulino Damião

União e fraternidade são os dois símbolos que ficaram patentes, quarta-feira, durante a segunda edição do projecto musical “Kalunga”, realizado, 35 anos depois, no Lookal, em Luanda, com vários nomes da música popular brasileira e a cantora Yola Semedo.

O hino desta edição do projecto, “D’aqui, d’acolá”, interpretado por todos os músicos convidados, marcou a abertura do espectáculo, com duração de três horas, e mostrou, através de sambas, pagode e canções sertanejas, a aproximação entre os dois povos.
Martinho da Vila, Elba Ramalho, Francis e Olívia Hime, Geraldo Azevedo, Mart’nália, Miúcha, Mariene de Castro, Nei Lopes e Yamandu Costa são os artistas brasileiros que ajudaram a relançar o projecto.
As letras das músicas, na sua maioria, chamavam a atenção para o legado da africanidade, transmitido durante gerações de África, inclusive Angola, ao Brasil, e que resultou na forte aproximação cultural entre os dois povos. “Canto das três Roças”, interpretado por Mariene de Castro, onde esta destaca o papel dos negros na construção de uma identidade cultural, ou “Angola”, por Mart’nália, e “Poema de Agostinho Neto”, cantado por Geraldo Azevedo, letras na qual os músicos enaltecem o esforço dos angolanos para reconstruírem o país, foram exemplos da união e da atenção dos brasileiros em relação a Angola.
O rosto desta edição do projecto, Martinho da Vila, também fez um enfoque para o papel que os africanos tiveram na vida dos brasileiros, em canções como “Semba dos Ancestrais” e “Madalena do Jucu”, onde elogia a beleza natural das mulheres africanas. As mensagens de esperança e determinação, como “Acreditar/Sonho Meu”, interpretada por Mart’nália, “Vai passar”, por Francis Hime, ou “Canta Coração”, por Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, também foram muito aplaudidas pela plateia. Antes do acto final, a cantora angolana Yola Semedo subiu ao palco e intepretou “Volta Amor”, uma letra romântica, onde recorda os bons momentos de um relacionamento. O final foi marcado pela interpretação, por todos os músicos, dos sucessos “Morena de Angola” e “Kizomba, a festa da Raça”.
O embaixador do Brasil em Angola, Norton de Andrade Mello Rapesta, reiterou, no acto, a intenção do seu país em aumentar as relações com Angola, através de projectos culturais ou outros que ajudem a desenvolver as artes. O projecto Kalunga II foi realizado para saudar os 193 anos de independência do Brasil, assinalado no dia 7, e os 40 anos de independência de Angola, a celebrar-se no próximo dia 11 de Novembro.
O espectáculo do projecto Kalunga foi uma co-produção da Embaixada do Brasil em Angola e o Instituto de Desenvolvimento Educacional Internacional de Angola (IDEIA), com vista a reforçar as relações entre os dois povos, com especial enfoque nas relações bilaterais, em especial na área da música.

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