Universidade de Princeton herda biblioteca


26 de Fevereiro, 2015

Fotografia: Reuters

O erudito e bibliófilo William Scheide, que morreu em Novembro do ano passado aos cem anos, deixou para a Universidade de Princeton, onde foi aluno, um legado de 2.500 livros e documentos únicos, avaliados em 300 milhões de dólares.


“É o maior presente na história da Universidade”, assinalou a prestigiada instituição académica americana, onde Scheide estudou em 1936.
O legado inclui exemplares das seis primeiras bíblias impressas, entre elas uma “Bíblia Gutenberg” de 1455, considerada o livro principal mais antigo publicado na Europa.
Partituras originais de Ludwig Van Beethoven do século XIX com a letra do músico alemão e outros manuscritos de Johann Sebastian Bach, Wolfgang Amadeus Mozart, Richard Wagner e Franz Schubert constam dos documentos.
Entre os documentos americanos mais destacados, há uma cópia impressa original da Declaração de Independência; um discurso manuscrito de Abraham Lincoln de 1856 sobre os problemas da escravidão, e uma carta original e telegramas do general Ulysses Grant das últimas semanas da Guerra Civil.
O presidente de Princeton, Christopher Eisgruber, agradeceu a “dedicação eterna de Scheide a Princeton e o seu compromisso de compartilhar a sua colecção com académicos, estudantes e gerações vindouras”.
A Universidade abrigava a biblioteca de Scheide desde 1959, quando o erudito transferiu as peças da sua casa em Titusville, na Pensilvânia, para a sua “alma mater”. “Graças à generosidade de Bill Scheide, uma das maiores colecções de livros raros e manuscritos do mundo vai ter um lar permanente aqui”, assinalou Eisgruber.
O avô de Scheide, William Taylor Scheide, iniciou a sua colecção em 1865 aos 18 anos e o seu filho, John Hinsdale Scheide, aluno de Princeton em 1896, deu continuidade, construindo a biblioteca familiar em Titusville. Scheide seguiu a tradição e acrescentou na década de 50 novos manuscritos à colecção, que se manteve em Titusville até à morte da sua mãe, e em 1959 foi transferida para Princeton, onde vai ficar permanentemente.
A bibliotecária da Universidade, Karin Trainer, destacou o valor académico da colecção para a pesquisa. “Há descobertas para fazer em cada documento e volume”, assinalou Karin Trainer.

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