Vaticano protege afrescos de Miguel Ângelo


1 de Novembro, 2014

Fotografia: Divulgação

O Vaticano apresentou na quinta-feira novos sistemas de iluminação e purificação do ar de alta de tecnologia e mais eficientes em energia, a fim de proteger os delicados afrescos de Miguel Ângelo na Capela Sistina de possíveis danos causados pelo crescente volume de turistas.

A poeira vinda do lado de fora, o suor e o dióxido de carbono representam um grande risco para as obras de arte, que têm mais de 500 anos. Para proteger os afrescos, o Vaticano decidiu restringir o número de visitantes na capela, onde os papas são eleitos em conclaves secretos.
Os sistemas de iluminação e de ar condicionado foram instalados em 1994, quando o número de visitantes era de 1,5 milhão, e tornou-se inadequado para proteger o trabalho do mestre do Renascimento actualmente.
O novo sistema, que é invisível a visitantes e utiliza aberturas para ductos já existentes, move o ar a uma velocidade muito baixa, para não danificar os afrescos.
Câmaras escondidas, incluindo duas sobre o grande painel do Juízo Final atrás do altar, fazem a averiguação do número de pessoas.
“Esta capela é uma estrutura única, então passamos muito tempo a entender como o ar flui aqui para mapear a tecnologia”, disse John Mandyck, chefe da Carrier, uma unidade do grupo United Technologies que desenvolveu o sistema. “O ar flui aqui diferente de como faz, por exemplo, num escritório ou noutra igreja”, disse.
O novo sistema de luz da capela, feito pela alemã Osram, utiliza 7.000 lâmpadas de LED, que consomem até 90 por cento menos energia do que anteriormente, reduzindo o calor para proteger os afrescos.
Nem o Vaticano nem as empresas envolvidas no projecto revelaram o custo desses trabalhos.

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