Vencedores distinguidos no Cine Tropical

Roque Silva e Manuel Albano|
12 de Novembro, 2014

Fotografia: Filipe Botelho| Uíge

A gala de entrega dos prémios aos vencedores do Prémio Nacional de Cultura e Artes, em Luanda, foi marcada por uma viagem à música urbana dos anos 70.

O espectáculo foi realizado no Cine Tropical e contou com a presença do ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Edeltrudes Costa, da Ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, e do Governador de Luanda, Graciano Domingos.
O conjunto musical que abrilhantou a festa foi composto por Botto Trindade e Teddy Nsingui (solistas), Carlitos Timóteo e Dulce Trindade (violas baixo e ritmo), Gregório Mulato e Chico Monte Negro (mukindo, bongós e vozes), Zé Fininho (Dikanza), Joãozinho Morgado e Correia (congas).
Foram interpretados temas dos anos 70 e 80, como “Benguela Libertada”, “Comboio” e “Farra da Madrugada”. A banda acompanhou Jacinto Tchipa, que interpretou “Cartinha da saudade” e “Maié Maié”, temas que lhe valeram a conquista do Top dos Mais Queridos da RNA, em 1988 e 1989.
Bruna interpretou “Meu tudo”, ao som do piano, e “Eu falhei” com o suporte do conjunto Angola 70. Bangão encerrou a gala. O músico foi acompanhado pelo grupo de dança Muntwenu e interpretou “Kamba diami” e “Kitembo”.
Actuaram ainda os grupos de dança Os Tocadores de Puita, do Moxico, Paulo Pakas, a pianista Luísa Pulsan e Os Líricos.
Na edição deste ano foram distinguidos o escritor Albino Carlos, o artista plástico João Mabuaka “Mayembe”, Enigma Teatro, o grupo de dança tradicional Katiavala, o músico Gabriel Tchiema, o cineasta Asdrúbal Rebelo da Silva e o Centro de Estudos do Deserto.
A ministra da Cultura felicitou os vencedores, incentivando-os a continuarem a trabalhar para o desenvolvimento da cultura nacional: “ Esta edição correu bem e os concorrentes estiveram à altura do prémio, que prima pela excelência das obras dos criadores”.
O prémio, referiu Rosa Cruz e Silva, vai continuar a ser um estimulo para os outros artistas continuarem a trabalhar para o crescimento da cultura angolana: “Tivemos a possibilidade de recordar trechos da música popular e erudita, sendo um exemplo para os mais novos primarem pela qualidade”.
Albino Carlos, vencedor na categoria de literatura, explicou que o prémio é um maior incentivo à responsabilidade, investigação e resgate da tradição, maior empenho na leitura de escritores consagrados angolanos.
Tony Frampenio, encenador da Companhia Enigma Teatro, vencedora na categoria de Teatro, disse que o prémio é uma vitória de todos os que estão ligados às artes cénicas e “distingue todo o trabalho que o grupo tem fito ao longo dos anos”.
O realizador Asdrúbal Rebelo da Silva, vencedor da categoria Cinema e Audiovisuais, disse que o prémio é o reconhecimento de vários anos de carreira, pelo que o incentiva a continuar a trabalhar na materialização de outros projectos cinematográficos.
Para o próximo ano vai produzir um documentário, onde devem ser abordados o percursos dos 39 anos de Independência de Angola.

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