Vendas de música digital igualam as físicas


17 de Abril, 2015

Fotografia: Reuteres |

As vendas de música digital igualaram pela primeira vez as físicas, segundo um relatório anual da Federação Internacional da Indústria Fonográfica apresentado em Londres.

Apesar do progresso na venda de música digital, a indústria fonográfica facturou 14,970 mil milhões de dólares no ano passado, 0,4 por cento menos que no período anterior.
Na Europa, as vendas de música seguiram a mesma tendência e caíram 0,2 por cento. Um dos mercados que mais cresceu foi o da Espanha, com um aumento de 15,2 por cento.
O crescimento no mercado espanhol, após vários anos de quedas, não influenciou na venda de formatos digitais, que ainda segue atrás das vendas de música física.
A nível mundial, as vendas de música em formato digital aumentaram 6,9 por cento, com rendimento de 6,850 mil milhões de dólares. No caso das vendas físicas, como CD e vinil, a receita foi de 6,820 mil milhões, pouco abaixo da música digital.
A América Latina registou um forte crescimento nos últimos quatro anos, o que representou quatro por cento do mercado mundial da indústria em 2014.
O relatório aponta que o mercado musical continua em transição e destaca que, cada vez mais, os consumidores utilizam serviços “streaming” para ouvir música.
Os “streamings” de música representam actualmente 23 por cento da facturação de música digital, com 1,6 mil milhões de dólares.
Frances Moore, da Federação Internacional da Indústria Fonográfica, afirmou em Londres, ao apresentar o documento, que a revolução da música em formato digital avança rumo a novas fases “guiada pelos desejos do consumidor. O facto das vendas em formato digital igualarem as vendas em formato físico é um reflexo de como a indústria musical soube adaptar-se aos novos tempos”, disse Moore.
O relatório também mostra alguns desafios que a indústria musical deve enfrentar no futuro e alerta que determinadas plataformas de conteúdos, como YouTube e Daily Motion, dão poucas retribuições à indústria musical. Como exemplo, o relatório mostra que o YouTube, um dos meios mais populares de acesso à música, e outras plataformas de conteúdos apresentaram rendimento de “apenas” 641 milhões em 2014, número considerado baixo em comparação com os 1,6 mil milhões das plataformas de “streaming” como Spotify e Deezer.

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