Vida de Bonga contada em livro


2 de Setembro, 2014

Fotografia: Santos Pedro

“Bonga Kwenda - Um combatente angolano da Liberdade Africana” é o título do livro de Filomeno Lopes, que é apresentado quinta-feira, às 17h00, no auditório do Instituto Superior João Paulo II, no Largo das Escolas, em Luanda.

O livro procura explorar, a partir da visão do professor da Guiné-Bissau, que também é jornalista da Rádio Vaticano, o contributo do músico angolano na conjuntura política e geopolítica continental africana, internacional e mundial moderna.
A ideia, disse o autor numa nota de imprensa, é mostrar, através de uma reflexão filosófica, o papel de Bonga no renascimento africano e tendo como principal desafio a construção da paz, justiça, reconciliação e desenvolvimento dos vários povos africanos.
“Bonga pertence à geração de homens e mulheres africanos de diversas proveniências que, estimulados pelos líderes dos movimentos do pan-africanismo, negritude e geração dos pais fundadores das nações africanas modernas e contemporâneas, utilizaram a arte e a música de modo particular, como instrumento pedagógico de luta a favor da causa africana”, adiantou o autor na nota.
O acto de lançamento vai contar ainda, além de Bonga e do professor Filomeno Lopes, com a presença do arcebispo do Lubango, Dom Gabriel Mbilingui. Após a cerimónia, o músico vai interpretar alguns dos seus melhores temas e assinar também autógrafos.
O livro de Filomeno Lopes, que é vendido ao preço de dois mil kwanzas e é lançado com apoio do Centro de Estudos Populorum Progressio, tem prefácio do Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira.
O Centro de Estudos Populorum Progressio é uma associação cívico-cultural, com sede em Luanda, foi fundada em Outubro de 2010 e tem as bases direccionadas para as doutrinas sociais de inspiração cristã.
Barceló de Carvalho nasceu em Porto Quipiri, mas foi no Bairro Marçal que começou a sua carreira musical ao fundar o grupo Kissueia. Na altura, Bonga resolveu criar o seu próprio estilo de música, na qual afirmava a especificidade da cultura angolana, numa época muito conturbada.
O músico é produto de uma geração aguerrida e marginalizada que resistiu à aculturação da sociedade através do respeito pela música tradicional de Angola.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA