Vida de Mark Twain em livro


1 de Abril, 2015

Fotografia: Reuters

A vida e o trajecto do  maior escritor da América, Mark Twain, volta a ser analisada e contada pelo historiador Roy Morris Júnior, no livro biográfico “American Vandal-Mark Twain Abroad”.

O livro, que sucede à primeira biografia dedicada ao escritor enquanto jovem, “Lighting out for the Territory: How Samuel Clemens headed West and became Mark Twain” (2010), destaca algumas das aventuras daquele que é visto como o norte-americano mais famoso do seu tempo.
Apesar das inúmeras biografias dedicadas a Mark Twain (1835-1910), Roy Morris Júnior  provou, aos críticos, que ainda existem histórias novas para contar. Com a chancela da Harvard University Press, o novo livro, que chegou ontem ao mercado, homenageia o viajante transcontinental, que desde o primeiro cruzeiro transatlântico realizado em 1867, entre Nova Iorque, a Europa e a Terra Santa, realizou 29 travessias do Atlântico e depois navegou por todos os mares do mundo, da Ásia à Austrália, da Índia à Nova Zelândia.
Roy Morris Júnior informou que foi buscar a expressão “american vandal” (“vândalo americano”) à própria escrita de Twain, que no seu livro “The Innocents Abroad” (1869) descreve essa  personagem como “um visitante altivo, pouco interessado pela realidade dos lugares por onde passa, mas sempre desejoso de se apropriar de qualquer objecto que possa levar consigo”, como se pode ler na sinopse da Harvard University Press.
O próprio Mark Twain, explicou, adoptou  esta “persona” ao longo da sua vida, mesmo depois de se ter transformado numa celebridade mundial, que não perdia uma oportunidade de jantar com o “kaiser” alemão Guilherme II, trocar umas piadas com o rei de Inglaterra Eduardo VII, ou conversar com o czar da Rússia Alexandre II. No centro da nova biografia de Roy Morris Júnior, especialmente conhecido pelos seus livros sobre a Guerra Civil americana, está, de resto, a travessia inaugural do Atlântico, de 1867, no paquete Quaker City, onde, entre as sete dezenas de “vândalos americanos”, maioritariamente membros da First Presbyterian Church of Cleveland, e também repórteres de viagem, estava Mark Twain.
Para o historiador, foi com a reportagem sobre essa travessia transatlântica publicada em 1869 e dois anos depois do seu livro de estreia, “The Celebrated Jumpig Frog of Calaveras County”, que o viajante aventureiro Samuel Clemens passou a usar o pseudónimo literário de Mark Twain, o futuro autor do célebre livro “As Aventuras de Huckleberry Finn”.

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