Cultura

Vida e obra de Agostinho Neto é referência para os jovens

Amilda Tibéria

A vida e obra do primeiro Chefe de Estado angolano, Agostinho Neto, continua a ser referência obrigatória para todas as gerações, por ter contribuído no apelo ao povo contra a dominação colonial, disse na terça-feira, em Luanda, o escritor José Luís Mendonça.

José Luís Mendonça proferiu uma palestra no Camões
Fotografia: Agostinho Narciso | Edições Novembro

Durante  a palestra sobre “os novos intelectuais de Angola e o paradigma do Estado Nação”, realizada no Camões - Centro Cultural Português, o escritor e jornalista angolano explicou que, actualmente, a trajectória do “poeta maior”, enquanto estadista, médico e homem de cultura, tem servido como fonte de inspiração para a nova geração de autores nacionais.
José Luís Mendonça reconheceu a dimensão universal de Agostinho Neto quando abordou a literatura, nação e história, o nascimento da “aldeia global”, comércio triangular, “Geração de 50, “Sagrada Esperança” e o paradigma do Estado Nação, a lei do “Eterno Retorno” e a “Ressurreição dos Novos Intelectuais de Angola”.
De acordo com o orador, pelo valor estético e literário, a obra do primeiro Presidente de Angola deveria fazer parte do currículo escolar no país.
Na sua opinião, o livro Sagrada Esperança reflecte a história de uma vida de luta contra o colonialismo, o fascismo e a opressão colonial, bem como o sofrimento dos angolanos, em particular, e dos africanos, em geral.
A emancipação e afirmação cultural da “Geração de 50”, disse, ficaram fixadas na História de Angola “como o rico e o inextinguível legado que as gerações dos nacionalistas não puderam concretizar, dada a incontornável repressão colonial”.
José Luís Mendonça lembrou que a Independência Nacional constituiu uma oportunidade para o resgate de vários instrumentos ideológicos e culturais que foram legados pelos ancestrais. Um deles, exemplificou, é o “Movimento dos Novos Intelectuais de Angola”, com o slogan “Vamos descobrir Angola”.

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