Cultura

Vida e obra do rei “Elias” é tema de debate na União

“Elias dya Kimuezo e a sua obra” é o tema do próximo debate semanal “Maka à Quarta-feira” que a União dos Escritores Angolanos (UEA), em parceria com a União Nacional dos Artistas e Compositores (UNAC), realiza no dia 7 deste mês, às 18h00, na sua sede social, com moderação de Ângela Barros.

“Maka à Quarta-feira” é um projecto literário que a União dos Escritores Angolanos realiza às quartas-feiras na sua sede, com o objectivo de promover debates sobre vários assuntos da sociedade angolana.
O mercado literário nacional dispõe de um livro bibliográfico intitulada “A voz e o percurso de um povo”, da autoria da escritora Marta Santos, que retrata a biografia do “rei” da música angolana, Elias dya Kimuezo.
No livro, que representa um tributo à história angolana, uma vez que serve de contributo para que as futuras gerações conheçam o percurso cultural de Angola, a autora fez com mestria o relato de uma voz voltada para a humanidade e recheada de esperança, já que não era necessário saber quimbundo (língua nacional com a qual interpretava as suas canções) para perceber a mensagem de sofrimento do povo angolano contida na música de Elias dya Kimuezo.
“O lamento transmitido na canção do povo de Luanda, que enfrentava o colono e que o Elias espalhou por Angola inteira através da sua voz, constituiu uma forma de clamar o socorro para a liberdade do seu povo do jugo colonial”,  afirmou na cerimónia de lançamento do livro o secretário de Estado da Cultura, Cornélio Calei.
Elias José Francisco, de nome artístico Elias dya Kimuezo, nasceu a 2 de Janeiro de 1936, numa pequena casa no bairro Marçal, em Luanda. Com vocação artística iniciada aos 15 anos, integrou a Turma do Margoso como sua primeira referência no bairro Sambizanga.
Elias dya Kimuezo passou por vários grupos musicais, destacando-se dentre eles Os Kizombas, O Ginásio e Os Kimbambas do Ritmo, no qual contou com a parceria do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, dentre outros, e Os Dikindus. Tornou-se artista individual a partir de 1967, quando por incentivo de Luís Montez, destacado promotor cultural angolano do período colonial, pôde ascender aos mais altos patamares da música angolana de raiz, da qual foi o seu mais destacado difusor em língua nacional quimbundo.

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