Vivências de Luanda no Instituto Camões

Francisco Pedro|
29 de Janeiro, 2015

Fotografia: Mota Ambrósio

A convivência com as pessoas e as viagens são as principais fontes de inspiração do pintor português Renato Fialho, que inaugurou a exposição individual “10 Anos de Linhas”, no Instituto Camões Centro Cultural Português, em Luanda.

Em “10 Anos de Linha”, que fica patente até 9 de Fevereiro, Renato Fialho apresenta vários temas, com destaque para o quotidiano luandense: “Candongueiro”, “Fazem-se matrículas”, “Bizneiro”, “Sai gelado”, “Carnaval” e “Cobrador”, óleo e acrílico sobre tela.
As vivências de Luanda, segundo o artista, estão relacionadas com a sua observação e experiências: “Vivo esses encantos, em que as pessoas são as principais fontes de inspiração”.
A exposição reúne também um retrato de Nelson Mandela e telas sobre a flora africana, “Embondeiro”, entre as 26 obras, como pintura, fotografia e escultura, das quais 17 inéditas. Além da linha que constitui a base da composição dos motivos, o pintor apresenta quadros cuja técnica passa pelo tratamento gráfico.
“Tento manter os dois mundos, o real e o abstracto”, referiu o pintor ao debruçar-se sobre a composição, textura, linhas, fundo e tonalidades.
O título da mostra, a sua primeira individual em Angola, deve-se ao facto de reunir obras elaboradas entre 2004 e 2014, e porque “as linhas são as principais características do meu trabalho”.
Autodidacta, Renato Fialho apaixonou-se pela pintura sob influência de um professor da nona classe, que lhe dava a conhecer a obra  de consagrados artistas europeus, tais como Salvador Dalí, Basquiá, Rembrant, entre outros precursores do realismo, cubismo e surrealismo que “são os meus ídolos”, referiu.
Renato Fialho nasceu em 1977, em Lisboa, onde estudou design. Viveu dezanos no Canadá, e actualmente vive em Luanda. Foi um dos artistas seleccionados na Bienal ENSA Arte, edições de  2012 e 2014.

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