Waldemar Bastos leva tradição e modernismo a Lisboa


19 de Junho, 2016

Fotografia: Paulo Mulaza |

Waldemar Bastos é um dos convidados especiais de um concerto, no dia 24, num anfiteatro em Lisboa, Portugal, em alusão ao 60º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian.

Os organizadores informaram que o convite para Waldemar Bastos partticipar neste concerto especial é o resultado de uma caminhada e também uma visão muito particular nascida de uma leitura e interpretação muito própria do artista no amplo espectro do universo da música.
Para a organização, o convite a Waldemar Bastos é uma oportunidade para o público apreciar o casamento natural entre a música tradicional de Angola e os ritmos urbanos do Mundo, criados em experiências de anos e pela interacção do artista com outros criadores internacionais, como Chico Buarque (Brasil), Dulce Pontes (Portugal), Keiko Matsui e Ryuichi Sakamoto (Japão), Sadazínia (Grécia) ou Busta Rhymes (EUA).
“São estas características artísticas de Waldemar Bastos que fazem dele uma referência cultural repleta de texturas, com uma voz que transcende a tristeza com um brilho e beleza ímpares. A Fundação Calouste Gulbenkian considera que esta vai ser uma viagem à volta da fogueira, numa noite de poesia”, destaca um comunicado da instituição.

Percurso
 
Waldemar Bastos nasceu em 1954.  Depois da primeira banda de música (Jovial), com a qual actuou em Angola, o músico formou outros grupos que tocaram em bailes e em concertos gratuitos por todo o país. Após a Independência de Angola, em 1975, decidiu viajar por países do bloco soviético, como Polónia, Checoslováquia, Cuba e União Soviética. Nos anos 80, foi viver no Brasil e, com a ajuda de Chico Buarque (que conhecera, alguns anos antes, durante o projecto Kalunga - que ficou conhecido como um dos maiores intercâmbios entre África e Brasil), gravou o primeiro disco “Estamos Juntos” (1983) que, além da participação de Chico Buarque, incluiu a colaboração dos artistas Jaques Morelenbaum, Dorival Caymmi, As Gatas, João do Vale e também a Orquestra Sinfónica do Brasil.
Depois de ter estado em Paris, viveu em Lisboa, onde gravou os discos “Angola Minha Namorada” (1990) e “Pitanga Madura” (1992), cujo tema com o mesmo título se tornou um grande sucesso. Mais tarde, gravou, em Nova Iorque, “Pretaluz” (1997) e, em 2002, lançou o disco “20 Anos de Carreira”. Ainda do álbum “Pretaluz”, viu três temas - “Muxima”, “Sofrimento” e “Querida Angola” - integrarem a banda sonora do filme “Sweepers”, do actor  Dolph Lundgren.
O seu mais recente álbum, “Classics of My Soul”, juntou o músico e a London Symphony Orchestra, dirigida por Nick Ingman. Em Novembro de 2013, apresentou o disco no Centro Cultural de Belém, em Portugal, com a Orquestra Gulbenkian. 
Em 2014, Waldemar Bastos é convidado para ser orador na conferência “A world without walls”, organizada pelo Institut for Cultural Diplomacy, por ocasião das comemorações do 25º aniversário da queda do Muro de Berlim.

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