Cultura

Waldemar Bastos reafirma aposta no resgate artístico

O resgate, preservação e promoção da angolanidade é uma acção que deve contar com a conjugação de esforços de todos os angolanos, independentemente da sua posição social, afirmou quinta-feira, em Luanda, Waldemar Bastos.

Músico garantiu contribuir para a promoção da angolanidade
Fotografia: DR

O artista, que falava à Angop à margem de uma audiência concedida pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, avançou que todos os angolanos devem estar imbuídos do espírito patriótico, promovendo na sua esfera de acção a cultura angolana nas mais variadas modalidades.
De acordo com Waldemar Bastos, que manifestou a sua pronta disponibilidade para trabalhar com o Ministério da Cultura no processo de internacionalização da identidade cultural angolana, os criadores nacionais, particularmente os músicos, têm a missão de, por meio das suas composições, levar o nome de Angola além-fronteiras, dando desta forma aos estrangeiros a oportunidade de conhecer o país através da sua rica e variada cultura.
Para o músico e compositor, que se diz pronto de corpo, alma e coração para contribuir para o engrandecimento da angolanidade, trata-se de uma acção que obriga a uma intervenção conjunta entre o Estado, no caso concreto o Ministério da  Cultura, os agentes e criadores de arte.
A ministra Carolina Cerqueira, que acolheu com agrado a disponibilidade do artista em participar no processo de internacionalização da cultura angolana, afirmou que o departamento ministerial que dirige continuará a colaborar com os agentes culturais, artísticos e de espectáculos, bem como os próprios artistas de todas as disciplinas.
A governante referiu que os criadores deverão fazer valer o próprio mérito,  talento, iniciativas, esforços, vocação e capacidades, tendo garantido o apoio institucional e a disponibilização de infra-estruturas que o Executivo espera implementar gradualmente com os recursos disponíveis para a plena execução da actividade artística.
Carolina Cerqueira reiterou que o país está a viver uma fase de crucial transição política e social e o Executivo tem necessidade da colaboração e apoio de todos os amantes da arte e da cultura, razão pela qual reafirmou a disponibilidade do sector em continuar a auscultação e o diálogo a todos os níveis.
Durante a audiência, a ministra deu a conhecer ao artista os projectos do Executivo em curso na vertente cultural, com grande destaque para a primeira edição do Festikongo, em alusão ao 2.º aniversário da inclusão de Mbanza Kongo na lista do património mundial da Unesco, e a Bienal da Paz de Luanda.
A ministra afirmou que, por se tratar de actividades importantes no processo de internacionalização da cultura, será uma oportunidade única de comunhão e partilha cultural entre os artistas angolanos, da RDC, Congo Brazzaville e do Gabão, para mostrar a força da cultura do antigo Reino do Kongo.

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