Woody Allen explora mundo das ilusões


28 de Julho, 2014

Fotografia: DR

O realizador Woody Allen explora os mistérios da ilusão e do amor em “Magia ao Luar”, que estreou neste fim-de-semana e é inspirado nos videntes dos anos 1920 “destronados” pelos maiores mágicos da época.

O realizador justificou a história do filme com o interesse que sente há muitos anos pela magia.
No novo filme, realidade e ilusão chocam na Côte d’Azur, de França, na segunda década do século XX, quando as sessões espíritas estavam na moda.
Woody Allen disse que os falsos médiuns denunciados por Houdini e outros mágicos o “levaram a essa ideia”.
“Sou a favor da ilusão e muitas vezes situo os filmes no passado porque posso criar uma ilusão de maneira mais hipnotizante”, afirmou o cineasta.
Como em “Meia-Noite em Paris”, filme mais bem-sucedido do realizador Woody Allen, que obteve mais de 151 milhões de dólares, “Magic in the Moonlight” volta à França de 1920 e a um mundo de céus azuis, carros e vários vestidos que marcaram época, vilas sumptuosas e um elenco internacional encabeçado pelo britânico Colin Firth.
O actor, vencedor do Óscar pelo filme “O Discurso do Rei”, interpreta Stanley Crawford um mestre ilusionista arrogante que se apresenta como o chinês Wei Ling Soo. Quando o seu amigo Howard, interpretado por Simon McBurney, que também é um mágico lhe pede ajuda para desmascarar um jovem vidente norte-americano não resiste ao desafio. “Ele é muito comprometido com o trabalho, vê-se como o melhor da sua área e desdenha amadores”, explicou.
Emma Stone (“Histórias Cruzadas”) é Sophie, uma mulher sedutora que afirma ser capaz de comunicar com o Além e ganha a vida graças a esse dom.
Grace, uma viúva rica interpretada por Jacki Weaver, e o seu filho Brice (Hamish Linklater) ficam convencidos do seu poder.
Stanley Crawford ao princípio é céptico, mas passa a acreditar piamente nos talentos de Sophie, até que factos inesperados sacodem o seu mundo.
“Ele só quer ter certeza de que existe algo mais na vida e que existem coisas desconhecidas para nós que são mágicas e incríveis, porque não temos todas as respostas”, disse Woody Allen.

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