"Yaka" com novos espectáculos

Roque Silva
14 de Julho, 2015

Fotografia: Dombele Bernardo

O grupo de dança Yaka realiza, no próximo mês de Novembro, em Luanda, dois espectáculos para comemorar os 30 anos de carreira, que se assinalam quinta-feira, 16.

Os eventos, um para o público e outro restrito, constituem oportunidade para mostrar a trajectória do grupo que já albergou mais de 200 bailarinos desde a sua criação.
A directora do Yaka informou que participam nos espectáculos todos os seus ex-integrantes, inclusive algumas figuras que se afastaram há muitos anos dos palcos.
Ana Rosa referiu que o grupo está acessível a receber propostas para a compra dos direitos dos seus espectáculos, por forma a suportar as despesas que vão desde o pagamento do espaço, material de som e luz e a indumentária. O espectáculo dos 30 anos de carreira, disse Ana Rosa, serve  para gravar um DVD, que   inclui  também “as filmagens de algumas actuações do grupo nos anos 1980 e 90”. O grupo Yaka, acrescentou, pretende realizar espectáculos em Benguela, Huíla, Cuanza Sul e Malanje, províncias cujos admiradores reclamam da ausência dos espectáculos.
 
Dificuldades

O grupo, disse Ana Rosa, vive há anos  uma situação financeira má, facto que impede o desenvolvimento dos seus trabalhos.
A directora do Yaka disse que   o grupo restringe a sua actividade artística aos convívios especiais, por não ser solicitado nos festivais.
Os actuais 25 bailarinos, adiantou, ensaiam num espaço com condições precárias e têm dificuldades em renovar a sua indumentária, o que os obriga a “fazer ginástica” para se apresentarem em palco. Ana Rosa afirmou que estão a ter dificuldades também para tornar o grupo Yaka numa associação e assim ser contemplado nos apoios do Ministério da Cultura.
O Yaka surgiu a 16 de Julho de 1985, com a denominação “Pré Fabricados”, tendo adoptado o nome Grupo de Dança da Mabor em 1987. A designação Yaka, um símbolo de inteligência e sabedoria do povo Bayaka, surgiu em 1990, como reconhecimento da luta contra a captura dos  angolanos para servirem de escravos.
O grupo  foi distinguido como “Revelação” do Prémio Cidade de Luanda, em 1998, e “Melhor grupo de dança popular recreativa”, em 1989 e 1990, pela então Secretaria de Estado da Cultura. O agrupamento participou em várias actividades no exterior, com destaque para a Expo 98, em Portugal, o Festival da Juventude, na Venezuela, em 2003, e no Mundial de Futebol na Alemanha, em 2006.

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