Cultura

Yola Castro foi impedida de concorrer às eleições

Manuel Albano |

A escritora Yola Castro foi afastada da corrida para se candidatar ao cargo de secretária-geral da União dos Escritores Angolanos (UEA). Em declarações, ontem, ao Jornal de Angola, Yola Castro disse estar feliz por ter sido uma experiência bastante produtiva.

Fotografia: Angop

Na sua opinião, “não foram convincentes os argumentos( utilizados pela comissão eleitoral)... para afastarem a minha candidatura. Fui simplesmente tirada da corrida”, disse.
De acordo com Yola Castro os argumentos “injustamente evocados” devem-se a algumas irregularidades na sua candidatura, que se pautaram na ausência do mandatário (porta-voz) e os poucos parágrafos apresentados na carta de manifesto. Em resposta, a escritora disse que “o mais importante é o conteúdo e os principais objectivos que devem constar no manifesto e que um intelectual não precisa de 100 páginas para demonstrar o que pretende”.
Desejou sucessos aos outros candidatos “e que se lembrem que a UEA precisa de um intérprete de expressões humanas, culturais, sociais e intelectuais”, facto que percebeu no contacto que teve com os confrades “na sua maioria desiludidos com a forma de trabalho da instituição”.
Yola Castro, que seria a primeira candidata feminina da história da UEA,não manifestou interesse em fazer parte de nenhuma das listas, por se sentir “vitoriosa”. A autora, de 42 anos, tem 14 obras publicadas, e é professora de Português do I ciclo.
As candidaturas encerraram na terça-feira, em que os escritores David Capelenguela e Cristóvão Neto conseguiram formalizar as suas intenções para ocupar o cargo de secretário-geral da UEA, em substituição de Carmo Neto, à frente da instituição cultural ao longo de nove anos de gestão. Com cerca de 146 membros desde a sua fundação, em 1975, a UEA é uma instituição de utilidade pública, sendo o poeta Agostinho Neto, o primeiro presidente da Mesa da Assembleia-Geral.

 

 

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