Zaire aposta na protecção do património


17 de Maio, 2015

Fotografia: Kindala Manuel

A preservação dos monumentos históricos do Zaire é das principais preocupações do Governo Provincial, especialmente os da zona de Mbanza Congo, que é candidata a património mundial da Humanidade.

Os constantes trabalhos de construção civil feitos na região, disse Joanes André, passam agora a ser melhor controlados para evitar alterações ou destruição do património.
O Governo Provincial, afirmou, pretende tomar medidas contra quem construir nas zonas classificadas como património histórico da antiga capital do Reino do Congo.
O governador recordou “um despacho que orienta de forma clara o licenciamento de obras, com objectivo de permitir ao cidadão o cumprimento das regras administrativas estipuladas na cedência de terrenos”.
Entre o conjunto de elementos de grande relevância, que fazem parte dos limites da zona histórica de Mbanza Congo, referiu, destacam-se o Kulumbimbi (a antiga Sé Catedral de São Salvador do Congo), a árvore secular Yala Nkuwu, o palácio real (actual museu dos Reis do Congo) e a Igreja Evangélica Baptista (IEBA).
Além destes, também são locais históricos o Cemitério dos Reis do Congo, o Swinguilu e o MPinda dia Tadi (locais onde eram tratados os corpos dos Reis antes do seu enterro), o Túmulo de Dona Mpolo (mãe do D. António I), e a Tadi dia Bukikua, as 12 fontes que circundam a cidade.
A Cidade de Mbanza Congo foi classificada em 10 de Junho de 2013 como património cultural nacional pelo Ministério da Cultura. Um decreto assinado pela ministra Rosa Cruz e Silva atribui à cidade a categoria de Centro Histórico Nacional. A classificação era um dos pressupostos indispensáveis para a inscrição da capital do reino do Congo no património mundial da UNESCO.

Peças no Moxico

A direcção da Cultura no Moxico pediu ontem, no Luena, às autoridades tradicionais que sensibilizem a população para a importância de entregarem voluntariamente as peças museológicas em posse.
A decisão foi tomada numa reunião com os sobas realizada, no Jango dos Sobas, no bairro Sinai Novo, Luena, no âmbito do Dia Internacional dos Museus. A chefe da secção de Biblioteca, Museus, Monumentos e Sítios, Linda Cajila, declarou que com a criação Casa da Cultura e do Monumento à Paz é muito importante recuperar as peças que pertenciam ao extinto núcleo museológico, saqueado por desconhecidos. O soba do bairro Aço Novo, Cassinda Tchinhama, confirmou a existência de esculturas em posse da população da sua área e prometeu dialogar para a sua recuperação.
Para saudar a efeméride, que se assinala no dia 18, a Direcção Provincial da Cultura programou uma exposição museológica e uma palestra subordinada ao tema “Importância dos Museus na Sociedade”.

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