Zan regressa às exposições

Francisco Pedro |
10 de Abril, 2015

Fotografia: Dombele Bernardo

O pintor Zan Andrade regressou às exposições individuais, depois de 17 anos fora das galerias, com a inauguração de “Absolut Zan”, no Instituto Camões, em Luanda.

A exposição comporta um conjunto de telas produzidas  nos últimos  dez anos, nas quais o pintor mantém o seu perfil artístico. São 25 quadros, com acrílico sobre tela, e que podem ser apreciadas até ao dia 22.
Entre os quadros, Zan apresenta “Gazelinha”, “Pra Casa Já”, “Moskito”, “Grenn Grass Field Forever”, “A Festa Continua” e “Mural”. Os motivos das telas, linhas, tonalidades, esbatidos e  figuras, denunciam que o pintor é contemporâneo de António Ole, Viteix, Van, Ndunduma, entre outros artistas plásticos que se notabilizaram nas décadas de 1980 e 1990, cujas obras eram apreciadas nas galerias Humbiumbi, da União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP), Cenárius, na Cidade Alta, e no Museu de História Natural. Satisfeito por ter quebrado o silêncio das exposições, Zan Andrade disse ter conseguido um dos seus objectivos, “reencontrar amigos”, e perspectiva em pouco tempo realizar  outras exposições.
Pela primeira vez no Camões, facto que significa um desafio “ter conseguido abrir um espaço, temporal e físico para acolher o regresso de Zan, num tão curto espaço de tempo”, referiu a directora do Centro Cultural Português, Teresa Mateus, na   inauguração, tendo a mesma prometido, num futuro próximo, acolher o pintor, “com o tempo e o vagar que ele  merece”.
Teresa Mateus considerou de “surpresa boa”, conhecer um artista de “tão rara singularidade, no estilo e no traço”.

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