Zé Abílio estreia no mercado com “Destár”

César Esteves|
23 de Setembro, 2015

Fotografia: Miqueias Machangongo |

“Destár” é o título do disco de estreia de Zé Abílio, que é lançado oficialmente dia 3 de Outubro, às 8h00, na Praça da Independência, em Luanda. Cantado nas línguas nacionais quimbundo e quicongo e em português, com 11 faixas, o álbum contém temas da música popular urbana, interpretadas nos estilos semba, rebita, kilapanga, cabecinha e boleiro.

Em entrevista ao Jornal de Angola, o músico disse  que as letras retratam situações do dia-a-dia. Com a participação vocal de Neid da Luz, o disco levou cinco anos para ser concluído. Nelas do Som, Zé Mário Muele Puto, Mias, João Mário e Matias (guitarra), Josué, Santos Figueiredo, Miqueias, Neto e Lito (teclado), Chikilson, Chico Santos e Massoxi (tumbas) e Fonseca, Romão e Cris Figueiredo (bateria) e Paulo Rime têm as impressões digitais na instrumentalização.
Com uma tiragem inicial de 3.000 cópias, o disco, cujos arranjos finais foram feitos em Portugal, foi gravado nas produtoras VAF e Angra Serviços. Depois da Praça da Independência, “Destár” vai ser vendido também na Casa da Juventude, em Viana, no Marco Histórico do Cazenga e no campo Mário Santiago, na “Parada dos Cadiavis”, nos dias 4, 10 e 11 de Outubro, respectivamente. Segue depois para as províncias do Bengo, de Benguela e do Uíge.
O semba é o género predominante no CD, que resulta do longo caminho que o músico percorreu, ao longo do qual acumulou experiências a trabalhar com vários artistas consagrados. “Não existe um caminho para o êxito. O importante é começar agora”, sugeriu Zé Abílio.
No mundo da música há mais de 30 anos, Zé Abílio disse que só conseguiu concluir o seu primeiro disco agora porque antes esteve mais focado na área da instrumentação. Como instrumentista já tocou nos grupos Progresso de África, Musangola e Gina. Ao longo da sua carreira conquistou os prémios “BAI da Canção”, no Carnaval de Luanda, incluindo a edição de 2014, como autor dos temas dos grupos União Kazukuta e União Operário Kabocomeu. Como instrumentista, José Abílio Salvador, de nome completo, participou em vários trabalhos de cantores nacionais.
Zé Abílio começou a mostrar as suas aptidões artísticas na década de 70 nas actividades político-culturais da JMPLA, no projecto “Fogueira do Militante”. Mais tarde fundou o grupo juvenil “Os Foguetões”, que posteriormente passou a denominar-se “Grupo Tradição”, que foi colaborador do programa “O Futuro da Nação”, actualmente “Carrossel”, da TPA. Em finais de 1981, com o sucesso de “Os Foguetões”, os seus elementos são integrados no conjunto Progresso de África e em 1982 juntam-se ao África Nzoji.

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