Desporto

1º de Agosto afasta ideias triunfalistas nas Afrotaças

Honorato Silva | Ismailia

A vantagem (2-0) alcançada há duas semanas, fora de casa, é afastada pelo 1º de Agosto do jogo frente ao Kikosi Maalum cha Kuguia Magendo Sport Club (KMKM SC) de Zanzibar, hoje às 17h00, no Estádio Nacional 11 de Novembro, referente à segunda “mão” da penúltima preliminar de apuramento para a fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos de futebol.

Nigeriano Ibukun desfalca o sector intermédio dos militares na recepção à equipa do KMKM SC
Fotografia: M. Machangongo | Edições Novembro

Os golos de Ary Papel e Lionel Yombi servem apenas, defende a equipa técnica liderada pelo bósnio Dragan Jovic, para aumentar a responsabilidade do grupo na abordagem da eliminatória que continua por decidir, “já que é composta por duas partes de 90 minutos”, lembrou Ivo Traça, treinador-adjunto dos militares.
Os três dias de preparação, a seguir ao triunfo (2-0) diante do Desportivo da Huíla, no jogo que marcou terça-feira a estreia dos tetra-campeões no Girabola, decorreu com as atenções viradas para a melhoria da capacidade competitiva. A qualidade da posse de bola e a limitação do espaço ao adversário dominaram a vertente técnico-táctico do trabalho realizado no Estádio França Ndalu.
Defensor de transições rápidas na mudança do processo defensivo para o ofensivo, Jovic insistiu na redução das dimensões do campo logo depois da perda da bola. Foi notória a preocupação do timoneiro dos rubro e negros com as dinâmicas da equipa na defesa da baliza à guarda de Tony Cabaça.
A linha de ataque, a princípio a cargo de Mabululu, Zito Luvumbo e Kila, está instruída a obstruir a primeira fase de construção do KMKM. Deve pressionar os defesas contrários, enquanto os médios, os centrais e o lateral do lado em que estiver a desenrolar o jogo anulam as linhas de passe, através de marcações mistas (zonal e individual).
Determinado em contrariar o registo de perdedor nas Afrotaças, o líder técnico do 1º de Agosto pede entrega máxima na disputa dos lances. O reforço dos níveis de finalização é outra das exigências feitas aos jogadores, que estão orientados a ensaiar os remates à entrada da área de penalidade, por forma a explorar eventuais ressaltos de bola, em defesas incompletas do guarda-redes.
Ganhar com boa exibição é a divisa dos militares, cuja preocupação passa por levar o maior número de adeptos a assistir aos jogos no estádio, cenário recuperado há um ano, na esteira da boa campanha assinada na Liga dos Campeões, mercê da disputa das meias-finais, sob a batuta do sérvio Zoran Maki.
A provar maturidade, a equipa técnica do embaixador angolano coloca o marcador da eliminatória a zero. O desafio desta tarde, a ser ajuizado pelo sul-africano Eugine Mdluli, auxiliado por Zakhele Thusi Siwela e Kgara Mokoena, é encarado como se fosse o início da eliminatória, por isso não há espaço para a sobranceria.

Balneário está unido num objectivo

Líder do balneário, Dani Masunguna, capitão da equipa, expressou o pensamento dominante no seio do grupo: “É um jogo que, a princípio, será difícil. Diante de um adversário competente. Estamos em vantagem na eliminatória, mas temos de estar atentos. Continuar a fazer o nosso trabalho da melhor maneira possível, para não sermos surpreendidos em casa.”
No mesmo registo, Ivo Traça destacou a qualidade do KMKM, “equipa que joga bem e sabe ter posse de bola”, embora tenha perdido 2-0 em casa. “Mas não foi fácil. Tivemos de nos aplicar a fundo, para ganhar o jogo.”
Corrigir a eliminação precoce da época passada, diante do Otôho do Congo Brazzaville, é um dos desafios dos militares. “Temos o nosso objectivo bem definido. Passar essa eliminatória e depois a outra, para chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões. Temos de dar tudo, para voltar a ganhar e passar a eliminatória. O Nelson da Luz e o Catraio têm grande margem de progressão e vão melhorar com os jogos”, rematou o treinador.

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