Desporto

1º de Agosto ataca números na Liga dos Clubes Campeões

Honorato Silva| Ndola

A conquista da vitória, independentemente da sua utilidade na classificação, é a aposta do 1º de Agosto frente ao Zesco United da Zâmbia, hoje às 17h00 de Angola, no Estádio Levy Mwanawasa, em Ndola, na conclusão da quinta jornada do Grupo A da Liga dos Clubes Campeões Africanos de futebol.

Rubro e negros às ordens de Dragan Jovic acreditam ser possível vencer em ambiente adverso
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Os militares do Rio Seco, orientados pelo bósnio Dragan Jovic, estão no centro mineiro do país vizinho de-terminados em vencer pela primeira vez na prova, feito que permitirá abandonar o último lugar, que ocupam com os mesmos dois pontos da formação zambiana, favorecida pela melhor diferença de golos.

O adversário desta noite é já um conhecido dos tetra-campeões do Girabola que, além do reforço da hegemonia no plano doméstico, aposta na afirmação competitiva entre as potências do continente, com a presença regular nas fases adiantadas da principal prova de clubes.
À semelhança do TP Mazembe, o clube que partilha com a selecção da Zâmbia “Chipolopolo” o moderno Levy Mwanawasa tem um histórico recente de disputas equilibradas frente aos rubro e negros. A 17 de Julho de 2018, também na Liga dos Campeões, as equipas empataram sem golos, no mesmo recinto, ao passo que dez dias depois, obrigado a somar os três pontos, por forma a evitar a eliminação, o embaixador angolano venceu (2-1), no Estádio Nacional 11 de Novembro. Geraldo e Bobó fizeram os golos que afastaram a derrota, já depois dos 90 minutos.
O desafio mais recente, disputado a 30 de Novembro último, referente à primeira volta da presente edição do torneio continental, terminou empatado (1-1). O desfecho de hoje vai definir a manutenção do ligeiro ascendente dos militares, ou a criação de um quadro de total equilíbrio quanto aos triunfos no frente-a-frente.
Nas contas do apuramento para os quartos-de-final, os homens do Estádio França Ndalu torciam por um triunfo do TP Mazembe do Congo Democrático, ontem à noite na visita ao Zamalek do Egipto, ou na pior das hipóteses, um empate, pois só assim teriam hipóteses de discutir a qualificação, na última jornada.
Obreiro da execução do projecto gizado pelo elenco presidido por Carlos Hendrick da Silva, virado para a recuperação da grandeza do 1º de Agosto, com conquistas desportivas apoiadas na melhoria das condições na base, bem como na qualidade dos recintos de treino e de jogo, Jovic assumiu um discurso optimista.
“É importante vencermos. Por tudo que a direcção tem feito, em especial o nosso presidente, no sentido de criar as melhores condições para a equipa, e pela confiança dos sócios e adeptos do clube. Vamos entrar focados na vitória”, afirmou o treinador, antes de lembrar que há seis anos, quando chegou ao país, o 1º de Agosto lutava para subir no Girabola.
O empate com o Zesco, em casa, atrasou a equipa na competição, mas não impede o treinador de enaltecer o crescimento dos seus jogadores:
“Hoje estaríamos a fazer outras contas. Ainda assim, a nossa equipa tem jogado de forma digna, num grupo que reúne dois dos três clubes mais bem sucedidos em África, TP Mazembe e Zamalek, a par do Al Ahly do Egipto. Felizmente temos um presidente ambicioso, que elevou a fasquia. Esta ambição tem tido retorno. Quando cheguei, há seis anos, éramos décimos no Girabola. Conseguimos estar entre os dez melhores de África”, sublinhou o treinador.
A equipa deve apostar de início em Neblu; Paizo, Ma-sunguna (cap), Bobó e Isaac; Macaia, Mário, Ibukun, Ary Papel e Nelson da Luz; Mabululu. Estão igualmente à disposição dos técnicos Tony Cabaça, Natael, Bonifácio, Buá, Mongo, Kila e Lionel Yombi.

Apoio de Solwezi
No regresso a Ndola, o 1º de Agosto conta com o apoio de 50 angolanos residentes na Zâmbia, com realce para a região de Solwezi, que tem 10 mil cidadãos controlados. A Embaixada de Angola, através do seu adido militar, coronel João Constantino Epalanga, acompanha a delegação desportiva.
O apoio está condicionado por uma campanha de registo de angolanos. “Teríamos feito uma grande mobilização, noutro período do ano. Neste momento estamos a cadastrar”, explicou o adido protocolar do Consulado Geral no Solwezi, Sebastião Marco Carvalho.

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