Desporto

1º de Agosto está a um título de fazer o pleno em África

Teresa Luís

Dois dos três títulos continentais de clubes foram conquistados pela equipa sénior feminina de andebol do 1º de Agosto, Supertaça “Babakar Fall” e Taça dos Vencedores das Taças, ambos ganhos em Oujda Marrocos, frente ao eterno rival Petro de Luanda.

Comandadas de Morten Soubak somaram seis vitórias em igual número de jogos na prova
Fotografia: Edições Novembro

Para alcançar o pleno fora de portas, resta a Taça dos Clubes Campeões, cuja disputa está agendada para o mês de Outubro, em país não designado. Internamente, as militares às ordens de Morten Soubak venceram, em Fevereiro, a Supertaça “Francisco de Almeida”.
O Campeonato Provincial de Luanda, o nacional e a Taça de Angola são os outros troféus em perspectiva. Após o “brilharete” em Oujda, as agostinas regressam na madrugada de hoje ao país. A vitória estrondosa, 28-16, 12 golos de diferença, é uma amostra da “fúria militar.”
Em dez dias de competição, passearam classe e terminaram invictas. Melhor dotadas técnica e tacticamente, as rubro e negras foram superiores frente às adversárias. O desempenho apresentado no campeonato confirmou o estatuto de candidatas ao título.
Eneleidys Guevara Loveras (guarda-redes), Albertina Kassoma (pivô), Cristiane Mwasessa, Natália Bernardo e Helena Paulo (meia-distâncias), Janeth Santos e Vilma da Silva (pontas) formam o núcleo duro do conjunto militar, sem desprimor para as demais.
As agostinas começaram a sua caminhada ao ceptro inseridas no grupo A. Na ronda inaugural, derrotaram por 28-13 o Bandama (Costa do Marfim). Posteriormente, seguiu-se os triunfos 28-15, com o Dynamique (Camarões) e 37-15 frente ao Heritage (Congo Democrático).
Nos quartos-de-final, as rubro e negras, sem apelo nem agravo venceram 39-7, o Renaissance (Senegal) e na mesma senda despacharam, 31-15, na meia-final o DGSP (Congo). As comandadas de Soubak marcaram 191 golos e consentiram 81, médias de 31,8 e 13,5 por desafio.
O ataque organizado, aliado à coesão defensiva, sendo o 5-1 pressionante o mais utilizado, foi o principal trunfo do 1º de Agosto. Na Supertaça “Babakar Fall”, venceu as eternas rivais, por 19-13. O Petro de Luanda, finalista derrotado, esteve aquém do esperado. O conjunto tricolor deixou de acreditar e, por esta razão, verificou-se o desequilíbrio nos números, nem mesmo a integração de Edith Bunga e o regresso de Ríssia Oliveira (pivôs) trouxeram outro ânimo às petrolíferas.
Inseridas no grupo B, em seis jogos, a turma do Eixo Viário somou quatro vitórias, um empate e uma derrota. O percurso começou com 54-10, frente ao Renaissence (Senegal), 27-18, diante do FAP (Camarões) e um empate a 21 golos com DGSP (Congo).
Nos quartos-de-final, venceu, 31-20, o Dynamique (Camarões) e na meia-final afastou por 28-12 o FAP. As pupilas de Vivaldo Eduardo marcaram 177 golos e consentiram 109, uma média de 29,5 e 18,1, por encontro.

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