Desporto

1º de Agosto interrompe fase de pálidas exibições

Honorato Silva

A discussão dos quartos-de-final da Taça de Angola de futebol começou da melhor maneira para o 1º de Agosto, face à vitória (1-0), ontem diante da Académica do Lobito, no Estádio Nacional 11 de Novembro. Foi interrompida a fase de pálidas exibições do detentor do título da prova.

Mongo assinou o golo solitário que dá vantagem aos militares do Rio Seco na eliminatória
Fotografia: Agostinho Narciso | Edições Novembro

Novamente sem contar com os préstimos de Ary Papel e Bobó, lesionados, a equipa treinada pelo bósnio Dragan Jovic chamou a si o controlo dos acontecimentos, de modo a evitar embaraços na partida. Assistido à entrada da área, Mongo assinou o golo solitário, ainda na primeira parte.

De regresso aos titulares, depois de um longo período de ausência, Tony Cabaça garantiu segurança entre os postes, ao frustrar várias investidas dos lobitangas, na procura da igualdade. Mário, igualmente chamado de volta à equipa, auxiliou Macaia nas despesas defensivas no meio campo.
O avançado Odilon foi dos mais inconformados, entre os pupilos de Águas da Silva. O árbitro Bernardo Nangolo perdoou aos lobitangas a marcação de um penalte, por contacto faltoso do guarda-redes com Mabululu, isolado na área de penalidade.
A partida terminou debaixo de forte chuva, razão da quebra de intensidade na discussão dos lances. O 1º de Agosto faz contas com a presença na derradeira barragem da final, quando a Académica promete dar luta em casa. Os tetra-campeões do Girabola criaram, com o triunfo, um ambiente favorável antes do compromisso de domingo no Huambo, diante do Recreativo da Caála.

Escarcéu no Ombaka
A confusão registada no final acabou por marcar, pela negativa, o jogo entre o Wiliete de Benguela e o FC Bravos do Maquis, ontem no Estádio Nacional de Ombaka. De acordo com os relatos provenientes da cidade das acácias, jogadores, dirigentes e adeptos da equipa da casa, incluindo membros do corpo de segurança, contestaram o desempenho do árbitro Feliciano Lucas, da Associação do Huambo.
O empate (2-2) sugere uma crónica de disputa equilibrada, no entanto recusada por Agostinho Tramagal, ao reivindicar o ascendente dos anfitriões, alegadamente prejudicados, sobretudo pela expulsão de Vitoriano, ao ver o segundo amarelo:
“A arbitragem não foi imparcial. Esse árbitro já nos prejudicou noutros jogos. A minha equipa mostrou que tem argumentos. Temos condições humanas para tentar ultrapassá-los na casa deles. É possível!”
Simão Paulo, adjunto de Zeca Amaral nos maquisardes, valorizou o nível competitivo das equipas, sem deixar de lamentar as situações “menos boas” registadas no final do desafio. “É a eliminar. Agora vamos nos preparar para o jogo na nossa casa”.
Maria Pia e Caporal marcaram os golos dos anfitriões, enquanto Miro e Fabrício fizeram os tentos dos visitantes. A igualdade coloca a formação do Luena com boa margem de manobra na discussão da presença nas meias-finais.
No Lubango, o Sagrada Esperança escreveu mais um capítulo da mudança encetada sob o comando de Rock Sapiri. Depois de deixarem pelo caminho o favorito Petro de Luanda, em pleno Estádio Nacional 11 de Novembro, os diamantíferos venceram (1-0), no reduto do Desportivo da Huíla.
Determinados em materializar a aposta da administração da Endiama, patrocinadora do clube, na conquista da prova, os lundas aproveitaram uma das oportunidades criadas na disputa com os militares da Região Sul liderados por Mário Soares. Cashi apontou o golo solitário da partida.
A primeira “mão” dos quartos-de-final reserva para a próxima semana o jogo Sporting de Benguela - Interclube, no Estádio São Filipe. A segunda partida será disputada no início de Março, no 22 de Junho.
Os leões benguelenses beneficiaram da desistência do Santa Rita de Cássia, por falta de capacidade financeira, de modo a suportar várias deslocações em curto espaço, visto estar empenhado na procura da permanência no Girabola.
A formação da Polícia jogou metade da eliminatória passada, dado o abandono do Brilhantes de Simulambuco. Depois da goleada (5-0) sofrida diante dos seus adeptos, o representante de Cabinda abdicou da viagem a Luanda, cenário recorrente na prova, com a particularidade de o Conselho de Disciplina da Federação ter optado pelo afastamento do 1º de Maio de Benguela, por ter sido desclassificado do Girabola.

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