Desporto

1º de Agosto prepara jogo contra Mbabane Swallows

Honorato Silva

A discrição do Mbabane Swallows, no historial de provas africanas de clubes, esconde a força da bicada das andorinhas, que estão apostadas em surpreender os adversários teoricamente mais fortes, no Grupo D da Liga dos Clubes Campeões de futebol.

Rubro e negros têm de ser cautelosos para evitarem surpresa na deslocação a Mbabane
Fotografia: M. Machangongo | Edições Novembro

O empate (1-1), na deslocação ao reduto do Zesco United da Zâmbia, sábado passado, na jornada inaugural, serve de alerta para o 1º de Agosto, terça-feira na segunda ronda, cujo fecho acontece quarta-feira, quan-do o Étoile Sportive du Sahel da Tunísia receber a formação zambiana, no Estádio Olímpico de Sousse.
A equipa do Reino de  eSwatini (ex-Suazilândia), orientada por Thabo Koki Vilakati, desde Janeiro de 2016, tem um perfil competitivo virado para o futebol ofensivo, sem perder equilíbrio na defesa. A dupla vitória (2-1 e 1-0), frente ao Zanaco FC da Zâmbia, na última eliminatória de apuramento para a fase de grupos, atestam a força das andorinhas.
Na ronda anterior, o Mbabane Swallows afastou o Bantu do Lesotho, com o triunfo fo-ra, por 4-2, e derrota em casa, por 1-3. Felix Badenhorst, médio ofensivo, tem sido o grande trunfo da equipa, ao apontar três dos oito golos, num registo ofensivo que tem ainda a contribuição destacada de Wonder Nhleko e Tony Tsabedze, que assinaram dois tentos cada um.
Fazer do Estádio Mavuso, em Manzini, um reduto in-transponível é o objectivo do representante de eSwatini, que espera mostrar em campo competência para discutir, com os restantes integrantes da série, os dois primeiros lu-gares de acesso aos quartos-de-final da prova continental. A presença na fase de grupos já permitiu o encaixe de mais de meio milhão de dólares.
Fundado em 1948, o sucessor do Royal Leopards, campeão da Primeira Liga MTN da época 2015-16, promete dificultar a tarefa aos adversários, a começar pelo 1º de Agosto, depois da disputa renhida travada em Lusaka. Mangaliso Simanga Shongwe evitou, aos 80 minutos, a derrota na estreia.

Domínio interno
A uma jornada do fim do seu campeonato, o Mbabane comanda invicto a tabela classificativa, com 59 pontos, mais quatro que o Young Buffaloes. Em 25 jogos disputados, venceu 17, empatou oito, marcou 47 e sofreu 14 golos, números que garantem a revalidação do título.
O técnico Thabo Vilakali utiliza preferencialmente o sistema 4-2-3-1. Sandile Ginindza (número 30), Sanele Mkhweli (20), Mandla Palma (6), Stanley Umakoro (18), Sifiso Mabila (12), Njabulo Ndlovu (15), Bawele Sik-hondze (11), Felix Badenhorst (7), Tony Tsabedze (17), Wonder Nhleko (10) e Daniel Atakorah (9) formam o “onze” base.
Os jogadores com mais tempo de jogo somam 270 minutos. Ginindza, Palma, Umakoro, Mabila, Badenhorst e Nhleko estão entre as apostas seguras da equipa técnica, que lança do banco de suplentes Simanga Shongwe, Lungelo Nyumalo e Siphamandla Matsenjwa.
Dos 31 jogadores que compõem o plantel, 12 representam a selecção de eSwatini e seis (19,4 por cento) são estrangeiros. A média de idade é de 27,4 anos.
Por força das obras em curso no Estádio Nacional Somohlolo, com capacidade para albergar 20 mil espectadores, a serem concluídas em três meses, o Swallows é obrigado a receber o 1º de Agosto no Mavuso. Assim, as andorinhas regressam ao recinto apenas a 17 de Julho, quando recepcionarem o Zesco United, seguindo-se a 18 de Agosto o desafio diante do Étoile Sportive du Sahel.
Os militares do Rio Seco são aguardados segunda-feira em Mbabane. De acordo com o programa de preparação e viagem, a equipa “rubra e negra” vai realizar um curto estágio na cidade sul-africana de Joanesburgo, com o trabalho a incidir na melhoria da finalização, a principal pecha da equipa diante do Étoile du Sahel, num desafio marcado pelo desperdício de situações de golos cantados e a falta de público nas bancadas do Estádio Nacional 11 de Novembro, imagem de marca do moderno recinto desportivo.

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