Desporto

1º de Agosto tem um Poderoso a abater

Honorato Silva

Sem pressão, por ter atingido a meta inicial na competição, a disputa da fase de grupos, que acabou superada, com a presença nos quartos-de-final, o 1º de Agosto defronta o TP Mazembe do Congo Democrático, hoje às 17h00, no Estádio Nacional 11 de Novembro, focado no objectivo de continuar a surpreender, na Liga dos Clubes Campeões Africanos de futebol.

Militares do Rio Seco vão a jogo sem poder contar com os préstimos do avançado Geraldo
Fotografia: Kindala Manuel|Edições Novembro

Privados dos préstimos de Geraldo, o principal dinamizador da vertigem ofensiva, por acumulação de cartões amarelos, os tri-campeões angolanos recebem o colosso, detentor de cinco títulos da prova continental, determinados em triunfar, por forma a criar uma almofada de conforto para a disputa do jogo da segunda “mão”, dia 21, em Lubumbashi.
A equipa técnica chefiada pelo sérvio Zoran Macki, que tem ainda indisponível o lateral esquerdo Paizo, igualmente por acumulação de cartões amarelos, mantém a aposta na coesão defensiva que sustentou o percurso da equipa no regresso à grande montra da modalidade, 21 anos depois de ter testemunhado o baptismo da competição.
O bom momento competitivo do plantel militar serve de argumento para enfrentar, sem medo, o “grande papão”, presente em Luanda na máxima força e apoiado por uma gigantesca claque de fervorosos adeptos, que prometem fazer uma festa memorável, num verdadeiro reencontro cultural de povos irmãos.
Tony Cabaça, Mingo Bile, Dani Masunguna, Bobó e Guelor; Show, Mário e Ibukun; Buá, Mongo e Jacques podem ser as escolhas do 1º de Agosto, para o início do desafio, na certeza de que qualquer integrante da equipa está imbuído do espírito de luta e de entreajuda, como receita na busca do sucesso.
Afastar o adversário da baliza é a principal preocupação do conjunto rubro e negro, que ensaiou, ao detalhe, o antídoto para neutralizar a força ofensiva do TP Mazembe, muito potente do meio campo para frente, porém permeável no processo defensivo, factor a ser explorado na procura do golo.
Evitar o recorrente desperdício de situações para violar a baliza contrária é outra preocupação do embaixador angolano, na discussão da presença nas meias-finais, dada a importância da eficácia no ataque e da força intransponível na defesa, porque os golos sofridos em casa exercem peso negativo na eliminatória.

Aposta no colectivo
Longe de adoptar uma postura de policiamento das principais referências do adversário, casos dos médios Rainford Kabala e Nathan Sinkala, bem como dos avançados Déo Kanda, Elia Meshack e Trésor Mputu, esse conhecido dos angolanos, pela presença atribulada no Kabuscorp do Palanca, os donos da casa preferem a marcação à zona.
Bobó, Mongo e Jacques são chamados a colocar ao serviço do colectivo o conhecimento que têm do futebol do Congo Democrático, por serem oriundos de lá. As disputas a meio campo podem determinar o desfecho do desafio, pois vai criar vantagem quem conseguir exercer domínio nesta zona do terreno.
A aposta no controlo dos acontecimentos na chamada “casa das máquinas” pode dar lugar à adaptação do nigeriano Yisa, a trinco, como reforço do tampão defensivo, escolha que implica a saída de um dos jogadores com propensão ofensiva. Buá deve ser o sacrificado, para acomodar a amarra táctica.
“Sabemos que vamos jogar com uma equipa forte e muito respeitada em África. Mas somos tri-campeões, por isso nos  consideramos o poderoso 1º de Agosto. Temos de aproveitar o bom momento que estamos a atravessar. Esperamos conquistar a vitória, diante dos nossos adeptos, para disputarmos a segunda “mão” sem pressão. Vamos aproveitar o factor casa”, disse confiante Mingo Bile, um dos mais antigos do balneário.
O percurso na fase de grupos mostrou uma equipa inteligente na gestão do jogo. Apenas diante do Mbabane Swallows, nos dois jogos, não foi capaz de mostrar os músculos, quando na disputa com o Etoile du Sahel da Tunísia, vencedor da série, teve ascendente em Luanda e em Sousse.

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