Desporto

Académica e 1º de Agosto tentam desfazer igualdade

Armindo Pereira

Académica de Luanda e 1º de Agosto procuram ganhar vantagem no “play-off” da final  da 41ª edição do Campeonato Nacional sénior masculino de hóquei em patins, quando se defrontarem hoje, às 18h00, no Pavilhão Anexo I da Cidadela, no terceiro jogo dos cinco previstos.

1º de Agosto e Académica regressam à Cidadela para o terceiro desafio do “play off”
Fotografia: Contreiras Pipas | Edições Novembro

Igualadas a uma partida, as equipas mais regulares da presente edição do nacional entram para a quadra conscientes de que uma vitória pode ser determinante para a concretização dos seus objectivos. Muito equiparadas, do ponto de vista individual, espera-se um desafio equilibrado e de difícil prognóstico.
Proibidos de perder, sob pena de ver o adversário a um passo da consagração, Fernando Fallé e José Henriques Ribeiro, técnicos da Académica e 1º de Agosto, respectivamente,  aproveitaram o interregno de ontem para aprimorar a componente táctica.
Os militares entraram em vantagem nesta eliminatória, após a vitória de terça-feira, por 3-2, numa partida assinalada pelo equilíbrio do principio ao fim. O avançado Guedes fez a diferença  do lado rubro e negro, com um “hack-trick”, ao passo que Nery “bisou” para os “estudantes”.
Conscientes da importância de vencer, sob pena de ver as possibilidades de revalidar o ceptro reduzidas, os campeões golearam o 1º de Agosto, na quarta-feira,  por 5-2, com “póker” de Martin Paiero, sendo três da marcação de grandes penalidades.   
No entanto, o segundo encontro ficou marcado pela má actuação da dupla de árbitros António Sérgio/ George Borges, que tiveram dualidade de critérios no ajuizamento de determinados lances.
O primeiro golo da Académica foi antecedido de uma grande penalidade, depois que Nery jogou a bola com os patins dentro da grande área. Os juízes nada assinalaram.
A mais clara falha foi a anulação do livre directo, na iminência de ser cobrado por Guedes. O jogador foi impedido de prosseguir a marcha em direcção à baliza, alegadamente por movimentar a bola de forma irregular, na óptica de António Sérgio.  
Em declarações à imprensa, no final da partida, Fernando Fallé destacou o facto de a eliminatória estar empatada. A vitória de quarta-feira, de acordo com o técnico, serviu para reduzir a pressão depois do desaire do dia anterior.
 “Temos tudo em aberto. Está uma final bonita. Faltam três jogos que podem pender para qualquer um dos lados. Caso o 1º de Agosto ganhasse o segundo jogo estaríamos numa situação muito complicada”, disse Fernando Fallé, acrescentando que o seu grupo está bem fisicamente .
Agastado com a actuação dos homens do apito, José Henriques Ribeiro disse que vai mentalizar os seus jogadores para entrarem preparados neste terceiro jogo, para jogar contra tudo e todos afim de encurtar o caminho para o título.
“Agora já consigo perceber as palavras do treinador da Académica, quando afirmou que vai ser campeão. Com esta arbitragem que vimos, é obvio que está tudo bem encaminhado. Foi uma falta de respeito para o hóquei, e acabou por decidir o resultado. Faltas inexistentes, penaltis e livres consecutivos, foi uma vergonha”, exteriorizou o técnico.

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