Desporto

Académica e Petro de Luanda preparam arranque da época

Armindo Pereira

As equipas da Académica e Petro de Luanda já trabalham com os olhos postos na abertura da época desportiva de 2018, com a disputa da Supertaça João Garcia em hóquei em patins sénior masculino, agendada para o dia 24 do corrente, em local a indicar pela Federação Angolana de Patinagem (FAP).

Regresso da formação vestida de laranja pode aumentar nível competitivo, apesar das desistências de outras agremiações
Fotografia: José Soares | Edições Novembro

Inicialmente prevista para ser disputada na província de Malange, Pedro Azevedo “Chipita”, vice-presidente da FAP, descartou esta hipótese. Em declarações ao Jornal de Angola, o dirigente disse que os clubes alegaram falta de condições financeiras para a deslocação até aquela cidade.
Com quatro semanas de preparação, a Académica de Luanda, detentora do título, quer aparecer na sua melhor forma e revalidar o título. A confirmação foi feita por Maninho Cabral, director-geral da agremiação, que trabalha no pavilhão Dream Space, sob orientação do novo técnico, Fernando Fallé.
“A preparação tem estado a correr da melhor maneira e estamos a tentar criar um grupo coeso. A integração do Nery decorre sem qualquer sobressalto, uma vez que os jogadores conhecem-se todos. Teve boa aceitação, até porque os colegas reconhecem o valor que ele pode trazer ao grupo”, disse Maninho Cabral.
Nery, melhor marcador da edição transacta do Campeonato Nacional, que representou o 1º de Agosto nas últimas quatro épocas, decidiu abraçar o novo projecto e mudar de ares pela segunda vez na carreira, depois de a ter iniciado na equipa do Juventude de Viana. 
Walter Silva e Argentino Agostinho “Tino” são outros jogadores que manifestaram interesse em jogar pela Académica. “Há todo o interesse da nossa parte em tê-los no nosso plantel”, confirmou Maninho Cabral
Fernando Fallé rendeu no cargo o brasileiro Jurandir da Silva “Didi”. O treinador português rubricou um contrato válido por um ano e outro de opção.
Petro reforçado
Do lado dos “tricolores” o discurso não difere, apesar de levar menos duas semanas de trabalho. Como é norma, no início de época, a componente física tem dominado as sessões de treino, segundo o treinador Benevides Almeida “Vide”.
“Sempre no início dos trabalhos aparecem dois ou três jogadores com algum problema, provavelmente devido a alguns excessos. É uma situação normal, paulatinamente foram recuperados e hoje temos um grupo mais coeso, repleto de jogadores jovens”, assegurou.
O finalista vencido da Taça de Angola vai apresentar cinco reforços na Supertaça João Garcia. Trata-se de Bebucho e Sami, provenientes do Sagrado Coração de Jesus, e Bruno, ex-Marinha de Guerra. Além destes, Jimbinho e André ascenderam ao escalão principal e este ano fazem dupla categoria.  
Apesar destas entradas, segundo o treinador, o plantel ainda não está fechado. O corpo técnico pretende mais dois jogadores, também provenientes do escalão de juniores. “Estamos a pensar numa equipa para o futuro. Vemos isso acontecer com equipas da Europa e penso que os bons exemplos devem ser seguidos”, justificou.
Convidado a fazer o prognóstico da partida contra o detentor do título, “Vide” revelou que o grupo vai entrar com o objectivo de contrariar ao máximo as intenções da Académica de Luanda, uma equipa com jogadores experientes. “Apesar do favoritismo teórico do nosso adversário, quero dizer que não vamos entrar para o jogo de cabeça baixa. Se for possível, queremos muito ganhar o primeiro troféu da época 2018”, destacou.
No ano passado, a Académica de Luanda conquistou o troféu da referida competição, ao vencer o 1º de Agosto por 6-5, após prolongamento. As três últimas edições foram vencidas consecutivamente pelos “académicos”, que somam cinco troféus, igualando o Petro de Luanda no palmarés.
Depois da Supertaça João Garcia, os clubes disputam o Torneio de Abertura, com arranque aprazado para 7 de Abril próximo, seguido do Campeonato Provincial de Luanda. Este época fica marcada pela desistência do Sagrado Coração de Jesus, por razões financeiras, e o regresso do Juventude de Viana, três anos depois.
Com sete títulos de campeã nacional, sendo o último em 2008, a equipa de Viana já foi orientada por Hugo Correia, João Cruz, Augusto Magalhães, Nelson Amado “ Sony”, Fernando Fallé, Inácio Olim e António Victor “Duke”.

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