Desporto

Adeptos prestigiam disputa “inédita” na Cidadela

Teresa Luís

Numa noite de clássico no Pavilhão Principal da Cidadela, os cerca de cinco mil espectadores não defraudaram as expectativas, e de forma regrada assistiram ao melhor do basquetebol angolano, onde Petro de Luanda e 1º de Agosto disputaram a primeira mão dos quartos-de-final da Afroliga.

Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

Decididos em reportar a atitude dos adeptos durante o desafio de colossos e o ambiente vivido nas bancadas, foi possível notar a escassos metros do recinto de jogo a movimentação do público, ávido em testemunhar a partida. Devidamente equipados com as cores dos clubes e munidos de cachecóis foram montando o cenário.
Enquanto os "artistas" da bola ao cesto faziam exercícios de aquecimento, o som ensurdecedor dos batuques já tinha tomado conta do espaço. "Basket" à parte, as pessoas vibraram efusivamente com o golo dos Palancas Negras, por intermédio de Wilson Eduardo, garantindo assim a qualificação da Selecção de Honras para o Campeonato Africano do Egipto.
Com a entrada dos atletas, estavam abertas as "hostilidades" de parte a parte. O wooooooooo ecoou no Pavilhão, quando o extremo Carlos Morais abriu o activo, com um triplo favorável aos petrolíferos. Na sequência, o fecha-fecha, assobios, palmas e batucadas tomaram conta do campo.
Ao cabo dos primeiros dez minutos, distintos ginastas também deram o ar da sua graça. Nos seguintes, com o equilíbrio vivenciado, a claque tricolor ficou silenciosa, pois as coisas não corriam de feição, todavia, a rubro e negra continuou a apoiar os militares.
Nem mesmo o apagão que se assistiu perto do início do terceiro quarto, frustrou a festa do basquetebol. Do lado de fora, algumas pessoas continuavam empenhadas em aceder o espaço, mas sem o ingresso a missão tornou-se impossível.
Com o espectáculo proporcionado por Quezada, o desalento no rosto dos adeptos da turma do Eixo Viário era visível, ou seja o jogo estava perdido. De regresso a velha casa de imprensa, nas ruas o público abordava as incidências do desafio que opôs os principais emblemas do país.

 

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