Desporto

Adeptos prevêem triunfos antecipados de candidatos

Altino Vieira Dias

Os testes de pré-época de Fórmula 1 ainda nem sequer começaram, mas já há quem esteja a pensar em possíveis vencedores para algumas corridas. O Grande Prémio de Monte Carlo em Mónaco, a par do de  Monza em Itália, Silverstone em Inglaterra e Spa-Francorchamps na Bélgica, estão entre os mais antigos e tradicionais que o campeonato de Fórmula 1 tem.

Três pilotos são considerados favoritos na temporada que arranca em finais de Março
Fotografia: DR

O circuito monegasco é sinónimo de bom gosto e paixão, e considerado um dos mais tradicionais da história da Fórmula 1. Mediático, com proezas automobilísticas, mais difícil de pilotar, de maior “glamour”  e estimula a grandeza de todo o piloto que consegue terminar a corrida sem erros.
Já se passaram 24 anos desde o acidente mortal de Ayrton Senna, mas ele continua a ser  o piloto com mais vitórias no circuito monegasco, o que demonstrava uma das muitas provas do seu talento incontestável. Outros pilotos da actual grelha da Fórmula 1 também têm o seu nome bem patente no circuito monegasco como Lewis Hamilton, Sebastian Vettel, Kimi Raikkonen e Daniel Ricciardo. Esta lista pode aumentar este ano, pois tem três fortes candidatos: Max Verstappen e Pierre Gasly, ambos da Red Bull Racing Honda, e Charles Leclerc da Ferrari. Os dois últimos poderão arrastar a maior legião de fãs, o primeiro, por ser francês, sentir-se em casa e correr no Mónaco, e o segundo por ser o piloto da casa.  Esta poderá ser a primeira oportunidade de um piloto monegasco vencer uma corrida caseira diante do seu público na equipa mais tradicional de todos os tempos da Fórmula 1, “a Paixão Vermelha”, ou seja, a Ferrari.
O último vencedor do Grande Prémio de Mónaco foi Daniel Ricciardo, ao volante de um Red Bull Racing Renault. Este ano, não obstante Ricciardo estar numa posição mais favorável que a Red Bull Racing Honda, antes da prova dos nove (que antecede o início dos testes de pré-época), já que a Renault superou os motores Honda, parece que o piloto não vai conseguir repetir a proeza de 2018 onde bateu os pilotos da Mercedes, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, e os da Ferrari, Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, no circuito citadino de Mónaco.
A “esperança é a última a morrer”. Será que o propulsor da Honda vai mesmo superar a Renault em 2019? Apesar da falta de consistência da Red Bull Racing  Renault em relação às equipas Ferrari e Mercedes, a Renault (motores e equipa) superou a Toro Rosso, que usa o motor da Honda. Daí uma boa razão para Ricciardo não “atirar a toalha ao tapete”.
Não obstante o vencedor do Grande Prémio de Mónaco ser ainda uma incógnita, os monegascos aguardam com impaciência a chegada da corrida, para assistirem e apoiarem o seu piloto da casa. De realçar que o monegasco Charles Leclerc terá nas mãos um Ferrari, e as hipóteses de o piloto vencer o seu Grande Prémio caseiro são vastas. Aconteça o acontecer em Mónaco, Charles Leclerc terá sempre o voto de confiança dos monegascos, dos fãs e da equipa onde corre.

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