Desporto

Adiamento das Olimpíadas mantém datas dos pleitos

António de Brito

A remarcação para 2021, da 32ª edição dos Jogos Olímpicos, a serem disputados em Tóquio, Japão, devido à propagação do Covid-19, não altera o programa de renovação de mandatos nos clubes, associações e federações no país, com base no instrutivo elaborado pela Direcção Nacional dos Desportos (DND).

Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

Contactada ontem, pelo Jornal de Angola, fonte ligada à DND, informou que as instituições desportivas devem cumprir o que está plasmado na lei, realizando os pleitos eleitorais dentro dos prazos estipulados.
“Penso que não há motivos para as eleições serem adiadas. As instituições têm de fazê-las dentro das datas programadas. Não fazendo estarão a funcionar na ilegalidade”.
Apesar dos constrangimentos com a propagação do coronavírus, os clubes têm de encontrar formas para a realização das assembleias e dos actos eleitorais, desde que “cumpram as medidas de prevenção, para evitar eventuais contágios. O número de associados não deve ultrapassar os 50, pois, estamos diante de uma patologia severa, que tem vindo a ceifar vidas humanas no mundo”, disse a fonte.
Antes das restrições impostas agora, alguns clubes cumpriram entre Janeiro e Março, o instrutivo da DND. Entre os meses de Abril e Maio, compete às associações provinciais renovarem os mandatos. Os meses reservados às federações são Junho e Julho.

Clubes do Girabola

Com excepção do 1º de Agosto, detentor do título do Girabola e da Taça de Angola, Sagrada Esperança, Recreativo do Libolo e Cuando Cubango FC, os restantes não realizaram os pleitos eleitorais.
Dos quatro, dois mantiveram os presidentes de direcção, Carlos Hendrick da Silva (1º de Agosto) e Atanásio Lucas José (Cuando Cubango FC), sendo que o Sagrada Esperança e o Recreativo do Libolo têm novos rostos.
Na formação diamantífera, José Muacabalo sucedeu a Osvaldo Van-Dúnem, ao passo que Luís Mariano Carneiro substituiu Lionel Casimiro, nos libolenses. Petro de Luanda, Interclube, FC Bravos do Maquis, Desportivo da Huíla, Académica do Lobito, Wiliete de Benguela, Sporting de Cabinda, Santa Rita do Uíge, Progresso Sambizanga, Recreativo da Caála e Ferrovia do Huambo são os clubes cujas eleições ainda não foram realizadas.
No Petro, a Assembleia-Geral prevista para sábado foi adiada “sine die”, devido ao Covid-19, à semelhança do Interclube que suspendeu na terça-feira.
Tomás Faria (Petro de Lu-anda) e Alves Simões (Interclube) concorrem para a própria sucessão.

Prioridade da direcção

Atanásio Lucas José, presidente reeleito do Cuando Cubango FC, garantiu que a prioridade para os próximos quatro anos, passam pela aposta nos escalões de formação e na capacitação dos treinadores.
“Se queremos ter uma base sólida, temos de apostar nos recursos humanos para termos uma boa base no futuro. Portanto, são essas linhas com que iremos nos guiar durante os quatro anos”, acrescentando que a reabilitação e criação de infra-estruturas também constam do programa de acção.
“Esta é a segunda época que estamos a fazer os jogos do Girabola, na província do Bié. Os gastos são enormes. Se tivéssemos em casa, as despesas seriam menores”.

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