Desporto

Alberto Pascoal promete revitalização desportiva

Francisco Carvalho

O presidente cessante do Conselho de Disciplina da Associação Provincial de Voleibol de Luanda, Alberto Fernandes Pascoal, promete revitalizar os processos de fomento desportivo na instituição no ciclo olímpico 2020-2024.

Fotografia: DR

O candidato à presidência de direcção conta com apoios de principais clubes da circunscrição e de um naipe de antigos voleibolistas.

Alberto Fernandes Pascoal assegurou ao Jornal de Angola que se junta a um “grupo de jovens” para melhorar o crescimento do voleibol na província de Luanda, depois de muitos anos a servir à modalidade.

“O nosso objectivo é aumentar o número de praticantes. Vamos começar a trabalhar na base da pirâmide e dar continuidade ao trabalho feito pelos anteriores elencos, no qual fiz parte. É verdade absoluta que o número de praticantes cresceu significantemente nos últimos anos. Reconhecemos a influência dos clubes e dos núcleos no processo de crescimento e de desenvolvimento do nosso desporto. Destaco os clubes 1º de Agosto, Petro de Luanda, Blue Vólei Clube, MTA, Progresso do Sambizanga e Bangu FC. Vamos dar apoios aos nossos associados”, rematou.

O antigo árbitro internacional de voleibol justificou as razões de se candidatar ao cadeirão máximo da Associação de Luanda.

“Sinto-me no direito de ajudar mais e melhor o voleibol, uma modalidade que me viu nascer e crescer. Sou filho da modalidade e nunca me abdiquei dela. Faço parte da família 'gestora' desde 1997 e acumulei experiências em várias áreas da Associação. Mesmo como atleta era membro da instituição”, disse.

Alberto Fernandes Pascoal assegurou que os constrangimentos vividos na modalidade têm soluções à vista. A estratégia passa pela concertação de ideias com os restantes agentes .

“O desporto, em geral, vive constrangimentos financeiros no mundo. O voleibol angolano, em particular, o de Luanda, não está indiferente à realidade. A crise económica mundial trouxe consequências às tesourarias e entendemos isso. O diálogo com os clubes é a chave da definição dos processos de revitalização e de sucesso”, disse.

Alberto Fernandes Pascoal sustenta “a injecção de sangue jovem” na lista de gestores da Associação.

“Vivo o voleibol há trinta anos e conheço as facilidades e as dificuldades. Injectamos o sangue novo para enfrentarmos os desafios que se impõe. O Ministério da Juventude e Desportos canaliza à Federação dinheiro do Orçamento Geral do Estado para que o país se mantenha na alta roda em África e no mundo. Nós, Associação, vamos buscar outras valências e apoios para aumentar no processo de crescimento por meio da massificação. A juventude inserida na nossa lista tem a missão de lograr o êxito”, disse.

Alberto Fernandes Pascoal garante manter “relações privilegiadas” com diferentes empresas nacionais para promover o voleibol.
“Vamos bater às portas em busca de apoios, pois vamos privilegiar a relação com as empresas com visão mercantilista. O desporto é um átrio aberto de se fazer marketing. Temos de compreender o peso de Estado na estabilidade da economia”, disse.

O candidato garantiu trabalhar com os núcleos de voleibol para os elevar à categoria de clubes. Para o efeito, a concertação e a formação de gestores das instituições desportivas privadas constam do programa eleitoral.

“Reconhecemos que a decisão de transformar os núcleos em clubes é exclusiva aos proprietários, mas vamos dar o nosso apoio para elevarmos o número de participantes nas provas oficias da Associação de Luanda”, prometeu.

Alberto Fernandes Pascoal reiterou que “a pretensão de conversão dos núcleos em clubes é uma luta que o presidente da Federação Angolana de Voleibol, Valentim Domingos, trava há oito anos”. Por isso, vai juntar-se “à luta”.

Quanto ao voleibol de praia, o candidato à presidência de direcção da Associação assegura que vai ter “o mesmo tratamento” que o de sala.
“O voleibol de praia levou-nos aos píncaros do desporto mundial, mormente, os Jogos Olímpicos, por meio da dupla Morais/Emanuel, que muito respeito tenho e elevada consideração. Portanto, olhamos à especialidade conforme vemos a outra. Nunca tivemos tratamentos diferenciados e vamos continuar unidos”, garantiu.

Alberto Pascoal assume-se como a “pessoa de consenso”. Nascido a 6 de Março de 1973, em Luanda, começou a praticar o “bolar” em 1982 na extinta equipa da Cruz Vermelha de Angola. Em 1988, transferiu-se para o escalão júnior do 1º de Agosto, com o qual foi campeão em 1989.

 

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