Desporto

Alves Simões pode levar Akwá às barras do tribunal

Paulo Caculo

A polémica envolvendo o antigo capitão dos Palancas Negras Fabrice Alcibíades Maieco “Akwá” e o actual presidente de direcção do Interclube, Alves Simões, pode acabar em tribunal.

Ex-coordemador das selecções
Fotografia: Miquéias Machangongo | Edições Novembro

O desabafo feito pelo ex-futebolista tomou outros contornos, tendo suscitado a reacção do antigo coordenador das selecções nacionais, visado nas declarações como tendo conhecimento dos 260 mil dólares, alegadamente disponibilizados à FAF pelo Governo, para o pagamento de uma dívida à FIFA.
O jogador afirmou estar seguro de que Alves Simões tem conhecimento do provável destino dado ao referido montante, que serviria para pagar a multa que lhe foi aplicada pelo órgão reitor do futebol mundial, em 2008, na sequência de um diferendo com o clube Qatar SC, por causa da ausência para representar a Selecção Nacional.
“No passado, houve ordens para ser pago o valor, mas é pena que o senhor Alves Simões não resolveu. Foi com ele que ficou acertada a resolução da situação”, disse.
“Em 2009, quando havia muito dinheiro, o general Ndalu, o presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, e o primeiro-ministro, engenheiro Paulo Kassoma, falaram sobre o meu caso, porque o general levantou-o numa reunião. Baixaram ordens para a federação resolver e, na altura, era coordenador das selecções nacionais o senhor Alves Simões”, disse Akwá.
Confrontado com as de-clarações polémicas do ex-camisola “10” dos Palancas Negras, Alves Simões apressou-se a reagir, tendo desmentido categoricamente Akwá e prometido responsabilizá-lo criminalmente por difamação.
“Em momento algum tive contacto com verbas em 2009, enquanto coordenador das selecções nacionais”, afirmou.
Akwá assegurou, por outro lado, ter reunido com Alves Simões “duas ou três vezes”, com o objectivo de saber como se deveria fazer para se pagar o valor à FIFA, mas nunca teve êxito.
Ainda assim, considera estar convicto de que este dinheiro (260 mil dólares) chegou à federação e de lá pode ter saído para lugar incerto.





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