Desporto

André Makanga apela à prudência no retorno

Jorge Neto

O técnico André Makanga apelou às autoridades angolanas, no sentido de terem muita prudência no retorno do Campeonato Nacional da Primeira Divisão, para a época 2020/2021, em função do aumento de casos da pandemia da Covid-19 no país.

Adiamento do regresso é a medida mais certa
Fotografia: DR

Em entrevista concedida, na última quinta-feira, ao site Batunews TV, o antigo capitão dos Palancas Negras lamentou a anulação do Girabola, mas respeita a decisão tomada em benefício da saúde pública.  “Foi uma pena que o campeonato não tivesse a oportunidade de chegar ao fim. Mas, de qualquer maneira temos de respeitar.

Penso que não temos nada a fazer, porque esta pandemia veio mesmo travar o nosso futebol e não só. Por isso, é que temos de continuar a respeitar a decisão das autoridades”, disse Makanga, acrescentando: “daqui para a frente é esperar, saber quando é que haverá a oportunidade de retomar. Para isso, não é só as pessoas terem vontade. Acho que há muitos requisitos, no sentido de começarmos com muito cuidado e segurança, também”, defendeu.

O técnico, que terminou o contrato com o Recreativo do Libolo, mostrou-se cauteloso na abordagem ao regresso à maior competição futebolística do país.
“Não devemos ter pressa. O que os outros lá fora estão a fazer, eles têm outras forças, no sentido de minimizar esse tipo de situação, que aqui não temos. No estrangeiro fazem os exames de duas em duas semanas.

Será que temos a capacidade de fazer isso? Penso que não. Por isso, aqueles que têm pressa, é preciso calma, porque não existem condições”, avaliou.
O antigo médio defensivo é de opinião que o nível competitivo do campeonato nacional aumentou, devido à pouca diferença existente entre as equipas, em relação aos métodos de trabalho utilizados pelos técnicos e jogadores.

“Penso que o futebol angolano está competitivo. Hoje, as equipas têm trabalhado muito bem. Os treinadores têm aprofundado naquilo que são os novos métodos de trabalho. Hoje já não existe muita disparidade tanto do 1º de Agosto, Petro de Luanda, ou mesmo o Recreativo do Libolo, Sagrada Esperança ou Bravos do Maquis.

Penso que as equipas que estão cá em baixo já demonstram também capacidade de poderem travar os grandes, e quando isso acontece é de salutar, porque o campeonato fica mais competitivo”, sublinhou. André Makanga considerou que, em anos anteriores, os resultados estavam praticamente definidos antes da disputa dos jogos, mas no presente as coisas estão diferentes.

Tempo

Multimédia