Desporto

Angola joga amanhã cartada decisiva frente ao Gabão

António de Brito

Refeita da derrota com a Gâmbia, por 1-3, em Luanda, a Selecção Nacional de Honras de futebol joga hoje carta decisiva, frente ao Gabão, às 20h00, no Estádio de Franceville, em partida referente à segunda jornada do Grupo D de apuramento para a Taça de África das Nações (CAN), a decorrer de 11 de Junho a 9 de Julho, nos Camarões, em 2021.

Fotografia: DR

Na deslocação à capital económica do Gabão, a Selecção Nacional é obrigada a ganhar, ou na pior das hipóteses empatar, porque nova derrota "belisca" o sonho de qualificação, para a prova africana.
Avisado da rapidez dos gaboneses nas transições ofensivas, Pedro Gonçalves trabalhou uma equipa capaz de contrariar ao máximo os intentos do conjunto anfitrião, baseando-se numa defesa bastante sólida, meio campo criativo e ataque concretizador, para discutir o jogo pelo jogo.
Reconhecendo o poderio do opositor, o seleccionador nacional vai fazer alguns reajustes no "onze" que utilizou frente à similar da Gâmbia, depois do pedido de dispensa de Wilson Eduardo, do Sporting de Braga de Portugal, e de Gelson Dala, do Alanyaspor da Turquia, para tratarem de questões pessoais.
Mateus Galiano, do Boavista FC, e Fábio Abreu, do Moreirense, ambas de Portugal, devem ser as apostas de Pedro Gonçalves, para suprir as ausências de Wilson e Gelson.
Para a "Operação Gabão”, Angola deve entrar de início com Tony Cabaça na baliza, Isaac, na direita, e Núrio Fortuna, na esquerda, no centro da defesa, Bastos e Wilson. Herenilson e Show devem voltar a alinhar como trincos. Fredy, Geraldo e Mateus Galiano são os médios de cobertura, no apoio ao avançado Fábio Abreu, num claro 4-5-1 desdobrável.

Angola dominadora
Nas estatísticas de jogo, Angola e Gabão já se defrontaram em 16 ocasiões, com 50 porcento de vitórias para os Palancas Negras, que venceram oito, perderam quatro e empataram igual número. Angola marcou 25 golos e sofreu 13. A jogar na condição de visitante, o "onze" angolano espera acabar com a invencibilidade do oponente, já que nas sete deslocações que efectuou ao Gabão, perdeu quatro e empatou três.
Em 1984, as duas selecções disputaram o primeiro jogo oficial para as eliminatórias do CAN, disputado na Costa do Marfim, em 1985. Sobre a selecção gabonesa, a equipa nacional detém a maior goleada de sempre (4-0).
Com esses ingredientes, o jogo promete ser emotivo e “electrizante”, uma vez que as duas selecções direccionam os seus intentos à conquista dos três pontos.
Espera-se por um jogo de resultado imprevisível, apesar de a balança pender claramente para os "donos"da casa. Depois do tropeço com a Gâmbia, Angola aposta todas as fichas neste desafio, com o intuito de pontuar pela primeira vez no torneio.
A Selecção Nacional tem de fazer um jogo bastante inteligente e tem de ter bola para obrigar o adversário a recuar as linhas mais adiantadas no terreno, casos de Pierre Emerick Aubameyang, estrela do Arsenal de Inglaterra, Denis Bouanga, do Saint-Etienne de França, e Mário Lemina, do Galatasaray da Turquia.
Se, estes aspectos forem acautelados, os Palancas Negras podem sair de Franceville, com um resultado animador.
Para esta partida, a Confederação Africana de Futebol (CAF) nomeou um trio de árbitros das Ilhas Maurícias, chefiado por Bernardo Camila.
Amanhã, para o mesmo grupo, a Gâmbia recebe o Congo Democrático, às 20h00, no Estádio de Banjul, com a equipa da casa à procura da segunda vitória diante dos Leopardos, que vêem de um empate caseiro (0-0) frente aos Panteras do Gabão. Atendendo aos anseios dos contendores, adivinha-se um jogo disputado e de prognóstico bastante reservado.
À entrada da segunda jornada, a Gâmbia lidera a prova com três pontos, seguida pelo Gabão e Congo Democrático, com um ponto cada. Angola é última classificada, com zero ponto.

Tempo

Multimédia