Desporto

Angola começa fuga à lanterna vermelha

Silva Cacuti | Copenhaga

A Selecção Nacional sénior masculina de andebol defronta hoje, às 15h30, no Pavilhão Royal Arena de Copenhaga, a similar da Arábia Saudita, em jogo das classificativas do 21º ao 24º lugares. É a chamada “President’s Cup”, fase da prova que junta as equipas ocupantes dos últimos dois lugares de cada grupo preliminar.

Combinado angolano vai tentar obter a segunda vitória no jogo diante da similar saudita
Fotografia: DR

Caso vença hoje, a equipa defronta amanhã o vencedor do jogo Japão- Coreia unificada, para definição do 21º ou 22º lugares. Em caso de derrota, jogará diante do perdedor, para discutir o 23º posto.
O seleccionador nacional, Filipe Cruz, disse em declarações ao Jornal de Angola que a sua equipa nega-se a ser novamente a última classificada. “Não queremos ser últimos. Aliás, este é um objectivo que traçamos desde a nossa saída de Luanda. Temos dois jogos em que temos mais possibilidades de vencer, então vamos fazer por isso”, perspectivou o treinador. Quarta classificada do último campeonato asiático e 20º na edição do Mundial de 2017, a Arábia Saudita não venceu qualquer jogo no grupo preliminar C. Marcou 112 golos, sofreu 159, o que lhe valeu o último lugar do grupo. Mahdi Al Salen, 10º da lista de melhores marcadores do Mundial, com 26 golos, é um dos jogadores mais referenciados.
Angola, no grupo D, curiosamente, venceu o campeão da Ásia, Qatar, e granjeou os únicos pontos da primeira fase. A equipa orientada por Filipe Cruz marcou 121 golos e permitiu 160. Romé Hebo, o angolano que mais marcou golos na primeira fase, consta da longa lista de atletas com 23 golos, na décima nona  posição. Angola e Arábia Saudita nunca estiveram num frente a frente.
Ainda hoje, para a definição do décimo sétimo ao vigésimo lugares, a Sérvia defronta o Barhein, ao passo que a Argentina  joga diante da Áustria, no Royal Arena de Copenhaga. Nas classificativas do décimo terceiro ao décimo sexto, a Rússia defronta a Macedónia, e o Chile vai jogar com o Qatar, na cidade de Herning.

Brasil faz história
O Brasil, que disputa o Mundial pela 13ª vez, tornou-se a primeira selecção lusófona a conseguir passagem à segunda fase .
Quanto aos africanos, Tunísia e Egipto, ambos integram o “main group”, que joga a decisão do campeonato, após lograrem a terceira posição nos seus grupos.
Os faraós deixaram os angolanos atrás, enquanto os tunisinos, no grupo C, ficaram à frente do Chile e Áustria.
Os três primeiros classificados de cada grupo preliminar vão jogar entre si, subdivididos em duas séries para definir os quartos-de- final, meia-final e final. As equipas classificadas na quarta posição de cada grupo também têm um mini-campeonato para definir os lugares entre 13º e 16º.

Romé Hebo entre os melhores marcadores

Romé Hebo é o angolano melhor classificado na lista dos melhores marcadores.
Hebo, “Men of Match” do jogo inaugural ante o Qatar, ocupa a vigésima posição da lista dos melhores marcadores, agora com 23 golos, cuja liderança pertence ao dinamarquês Mikkel Hansen, com 33 tentos.
No “Top 100” dos melhores marcadores constam os também angolanos Edvaldo Ferreira e Adelino Pestana, com 21 e 15 golos, respectivamente. Hebo tem uma eficiência de 66 por cento, em 35 remates marcou 23 golos, contra 51 por cento (21/41) de Edvaldo e 44 por cento de Adelino Pestana (15/34).  Nas assistências, Romé Hebo também figura entre os melhores, na 30º posição, coincidentemente com 30. 
Dez lugares abaixo (40º) está Edvaldo Ferreira com 26, num universo de 100 jogadores, liderados pelo macedónio Kiril Lazarov, com 55.  No troféu “Fair Play”, Angola ocupa a décima oitava posição com 62 pontos (12.4 de média), de dois cartões vermelhos, 22 exclusões e oito amarelos. A Espanha lidera com 31 pontos, vindo depois Japão (38) e Noruega (39). 

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