Desporto

Angola disputa o grupo das campeãs em título

Teresa Luís

A Selecção Nacional júnior feminina de andebol defronta a similar da Dinamarca (campeã), na fase preliminar da 21ª edição do Campeonato do Mundo, a decorrer de 1 a 14 de Julho na cidade de Debrecen, Hungria, com a participação de 24 países, divididos em quatro grupos.

Seleccionador Edgar Neto pretende melhorar a prestação conseguida na edição anterior
Fotografia: José Cola| Edições Novembro

O sorteio, realizado na sede da Federação Internacional da modalidade (IHF) em Basileia,  Suíça, colocou as campeãs africanas na rota das detentoras do título.
Em 2016, no mundial da Rússia, o “sete” nacional perdeu por 24-28, com o conjunto europeu, embora ao intervalo (15-12), estivesse a vencer por uma margem de três golos.
Inseridas no Grupo C, na primeira etapa da prova, as pupilas de Edgar Neto jogam ainda com a Holanda, Roménia (medalha de bronze em 2016), Japão e Paraguai. A selecção anfitriã integra a série A, ao lado da Noruega, Montenegro, Brasil, Portugal e Costa do Marfim.
A Rússia, (medalha de prata), encontra-se no grupo B, com as similares da Coreia do Sul, Eslovénia, China, Chile e Islândia. A França joga ao lado da Alemanha, Espanha, Croácia, Egipto e Suécia no agrupamento D.
Em declarações à imprensa, o seleccionador  nacional, Edgar Neto, considerou a Dinamarca como a concorrente mais difícil do grupo, e realçou que um estágio no exterior do país pode contribuir para o alcance dos objectivos traçados.
“Estamos a falar da campeã do mundo. Em 2016, no mundial da Rússia fizemos um bom jogo, apesar da derrota. Neste segundo encontro podemos fazer melhor. Desejamos fazer um estagio pré-competitivo no estrangeiro.
A ser efectivado, podemos ter já alguns fundamentos técnicos e tácticos que as meninas precisam de assimilar, particularmente a nível das questões de arbitragem, por ser um “calcanhar” de Aquiles. As jogadoras precisam de tempo para se adaptarem às novas realidades. Por outro lado, a saída para o estágio dá outra bagagem e permite ter uma boa participação”, justificou.
Melhorar a classificação passada é a meta da selecção. Em 2016, o “sete” nacional terminou no 14º lugar da tabela classificativa, após derrota nos oitavos-de-final (27-29) frente à Coreia do Sul. Apesar do desaire  diante das asiáticas, as angolanas melhoraram sete lugares.
O conjunto angolano garantiu presença no mundial da Hungria, após conquistar o título africano no ano passado na Costa do Marfim. Na final, as comandadas de Edgar Neto venceram (29-19) o Egipto. Com uma estreia auspiciosa na ronda inaugural, cilindraram o Mali (50-17), e seguiram-se os triunfos sobre Cabo Verde (37-20), Costa do Marfim (29-17), Argélia (30-19) e (36-25) Congo Democrático.

Selecção de Cadetes

A Selecção Nacional de cadetes femininos já conhece os adversários do Campeonato do Mundo, com palco na Polónia.
O sorteio colocou as pupilas de Luís Chaves no Grupo A, ao lado da Alemanha, Roménia, Brasil, Eslováquia e a selecção anfitriã.
Hungria, Dinamarca (medalha de prata), Egipto, Suécia, Chile, e Croácia estão perfilados no B, Noruega, Rússia (campeã), Japão, China, Holanda e Argentina integram o C, enquanto a  Coreia do Sul (medalha de bronze), França, Espanha, Tunísia, Cazaquistão e Montenegro estão inseridos no D.
Na edição passada, em Bratislava, Eslováquia, a equipa juvenil do 1º de Agosto, sob comando técnico do espanhol Alfredo Alvarez disputou a prova, por indisponibilidade financeira da federação angolana da modalidade.
As militares do Rio Seco, nos oitavos-de-final, perderam (23-32) diante da Hungria. As representantes angolanas terminam a competição na décima posição, a frente da Alemanha (11º), Brasil (12º) Roménia(13º) e Espanha(15º).

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